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Comissão da Casa Civil começa a investigar erro na Pnad

A sindicância foi instalada em portaria publicada no Diário Oficial da União de hoje e será liderada pelo secretário-executivo da Casa Civil, Valdir Simão


	IBGE: Pnad referente a 2013 foi divulgada na última quinta pelo órgão e, no dia seguinte, corrigida
 (Divulgação/IBGE)

IBGE: Pnad referente a 2013 foi divulgada na última quinta pelo órgão e, no dia seguinte, corrigida (Divulgação/IBGE)

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Da Redação

Publicado em 23 de setembro de 2014 às 17h50.

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Brasília - A Casa Civil criou nesta terça-feira, 23, a Comissão de Sindicância Investigativa para apurar os erros nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio 2013 (Pnad), divulgada na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A sindicância foi instalada em portaria publicada no Diário Oficial da União de hoje e será liderada pelo secretário-executivo da Casa Civil, Valdir Simão.

O secretário tem sido acionado pelo Palácio do Planalto para tarefas tidas pelo governo como árduas.

Sem filiação partidária, Simão foi elevado ao posto de secretário-executivo do Ministério do Turismo, depois que a Operação Voucher da Polícia Federal prendeu seu antecessor, Frederico da Silva Costa, por envolvimento em desvios em convênios da pasta em 2011.

Em 2009, Simão havia assumido a secretaria da Receita Federal, a pedido do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para debelar um motim grevista do sindicato dos auditores fiscais.

A comissão será integrada pelo analista do Ministério do Planejamento Igor Vinicius Geracy, a especialista em finanças da Controladoria-Geral da União Érika Lemância Santos e o delegado da Polícia Federal Ricardo Hiroshi Ishida.

Os analistas de finanças e controle Francisco Eduardo Bessa e Luciana da Silva Barbosa serão assessores técnicos da comissão.

A Pnad referente a 2013 foi divulgada na última quinta-feira pelo IBGE e, no dia seguinte, corrigida.

O IBGE informou, na ocasião, que erros afetaram os resultados de sete Estados: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

As maiores alterações ocorreram no índice de Gini, que mede a desigualdade.

A comissão de sindicância terá 30 dias para apurar o que levou ao erro. A apuração pode levar à demissão da presidente do IBGE, Wasmália Bivar, responsável pelo levantamento.

Na avaliação de interlocutores do governo, a presidente do instituto de pesquisa perdeu as condições de permanecer no cargo.

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