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Agripino quer suspensão da nomeação de diretor da ANS

Elano Figueiredo omitiu de seu currículo o fato de ter sido representante jurídico da operadora de saúde Hapvida


	"O governo mandou a indicação de Figueiredo no apagar das luzes e, no mínimo, houve prevaricação nesse caso", disse Agripino Maia
 (Geraldo Magela/Agência Senado)

"O governo mandou a indicação de Figueiredo no apagar das luzes e, no mínimo, houve prevaricação nesse caso", disse Agripino Maia (Geraldo Magela/Agência Senado)

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Da Redação

Publicado em 5 de agosto de 2013 às 07h01.

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Brasília - O senador José Agripino Maia (RN), presidente do DEM, disse neste domingo, 04, que a "obrigação" do governo é suspender a nomeação do novo diretor da Agência Nacional de Saúde (ANS), Elano Figueiredo, que omitiu de seu currículo o fato de ter sido representante jurídico da operadora de saúde Hapvida, conforme revelou o Estado.

A indicação foi aprovada pelo Senado e Figueiredo tomou posse na sexta-feira, 02. No plenário, a votação ocorreu em caráter de urgência antes do recesso parlamentar, em julho, no mesmo dia de sua sabatina na Comissão de Assuntos Sociais.

"O governo mandou a indicação de Figueiredo no apagar das luzes e, no mínimo, houve prevaricação nesse caso", disse Agripino Maia, que integra a Comissão de Assuntos Sociais do Senado.

"Se o currículo do camarada está incompleto, fomos enganados e caímos no conto do vigário. A obrigação do governo, agora, é suspender a nomeação do novo diretor da ANS diante dessa irregularidade, pois, do contrário, estará agindo de má fé." Os dirigentes de agências reguladoras têm mandato e, pela lei, devem possuir autonomia em relação ao Executivo. A lei não impede que funcionários de planos de saúde exerçam cargos na ANS, mas há um questionamento ético sobre "conflito de interesses" em casos assim.

"Quem assume um posto como esse deve ao menos ter uma quarentena", insistiu Agripino Maia. Por meio de sua assessoria, Elano Figueiredo disse não ter citado no currículo o nome da operadora de saúde Hapvida - que atua no Nordeste - por sigilo profissional. Ele alegou, ainda, que a empresa não o autorizou a tornar pública essa informação.

No currículo enviado ao Senado, Figueiredo afirmou ter trabalhado na "gestão de departamento de advogados e estratégias jurídicas, na área de saúde".

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