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Por que se preocupar com a sustentabilidade, por Cris Junqueira, do Nubank

Cofundadora do Nubank explica como ter responsabilidade com o impacto socioambiental da sua empresa impacta os negócios

(Por Cris Junqueira, co-fundadora do Nubank)

Sustentabilidade é uma palavra que todo mundo conhece, mas muitas pessoas ainda acham que pensar nos impactos que os negócios têm no meio ambiente e na sociedade em geral pode ser prejudicial aos lucros de uma empresa.

Em sua coluna em vídeo da EXAME desta quinzena, Cristina Junqueira mostra que, pelo contrário, cuidar do meio ambiente, ter responsabilidade social e adotar as melhores práticas de governança são fatores que contribuem para o sucesso das empresas. E é por isso que termos como ESG vêm se tornando cada vez mais populares recentemente.

O que é ESG?

É uma sigla em inglês que significa "Environmental, Social and Governance" e que, em português, pode ser traduzida como "Ambiental, Social e Governança".

A Letra E fala sobre diversos aspectos que uma empresa pode se relacionar com o meio ambiente. Temas como mudanças climáticas, aquecimento global, reciclagem, redução de resíduos, diminuição da pegada de carbono e diversas outras questões relacionadas ao assunto e como as empresas podem se tornar mais sustentáveis.

Um exemplo clássico nessa direção é uma empresa que trabalha com embalagens, por exemplo. Ao utilizar materiais reciclados ou que possam ser reutilizados, a empresa ganha muito em eficiência e torna todo o processo de produção mais sustentável a longo prazo.

Outra maneira de pensar no impacto ambiental é com estratégias de compensação de carbono. Aqui no Nubank, nós sempre estivemos atentos ao impacto ambiental e, no ano passado, conseguimos zerar o impacto de carbono desde a nossa criação ao investir e nos aliarmos a projetos que geram "crédito de carbono".

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A Letra S, de Social, diz respeito ao modo como o seu negócio se relaciona com as diversas pessoas que interagem com ela. Clientes, funcionários, e com a sociedade de maneira geral.

Esse é um pilar que sempre foi muito forte desde a criação do Nubank, por exemplo, porque já nascemos de uma indignação com a maneira como os serviços financeiros eram oferecidos no país, com cobranças de tarifas abusivas, falta de transparência e um serviço ao consumidor de péssima qualidade. Sempre fomos muito orientados para esse impacto social.

Ao longo dos mais de oito anos de história, o Nubank já teve um impacto muito grande na inclusão financeira no Brasil. Estamos presentes hoje em 100% dos municípios do país, inclusive naqueles em que não existem agências bancárias, em que as pessoas precisavam se deslocar às vezes por horas para conseguir realizar seus pagamentos.

Cerca de 4 milhões dos nossos clientes não tinham acesso a serviços bancários antes de abrirem uma conta com a gente. Além disso, há também o impacto econômico. Nossos clientes já economizaram mais de R$ 21 bilhões em tarifas nos últimos anos, e isso é dinheiro que movimenta a economia e pôde ser utilizado para comida, saúde e educação.

Falar em impacto social também é pensar em diversidade e inclusão. Existe um ângulo de impacto social muito importante voltado para a inclusão de segmentos sub representados nos quadros das empresas. Equidade de gênero, diversidade racial e inclusão de pessoas LGBTQIA+ e com deficiência faz parte das responsabilidades englobadas pelo "chapéu" da letra S.

Lembrando que a formação de times diversos é também um dos principais pilares da inovação. Trazer perspectivas diversas é essencial para ter novas ideias e criar soluções mais inovadoras para os problemas que a empresa se propõe a atacar.

Por fim, a Letra G é de Governança, e tem a ver com o modo como a empresa é administrada. Sua conduta corporativa, seus princípios e diretrizes, e também com integridade e transparência nas práticas de negócio.

É também a forma como a empresa se relaciona com entidades governamentais, sobre a existência ou ausência de canais de denúncias, de mecanismos pelos quais processos podem ser investigados e monitorados, e uma série de boas práticas que colaboram para que a empresa esteja bem posicionada no que diz respeito a como ela é gerida.

Na minha última coluna, falei sobre a importância dos conselhos de administração. A existência de um conselho, a maneira como ele atua, quão diverso ele é, e até como são escolhidos os fornecedores e outros parceiros profissionais da empresa influi em quão bem a empresa lida com questões de governança.

Por que ESG é importante?

A sigla ESG tem ganhado destaque porque cada vez mais a sociedade valoriza negócios que se preocupam de verdade e respeitam o meio ambiente, as pessoas e uma boa gestão. São questões que importam não somente para potenciais clientes, mas também para funcionários, investidores e que podem fazer a diferença na hora de fazer o negócio dar certo ou não.

Existe também uma questão geracional bastante importante. A chamada Geração Z é bastante engajada com temas de responsabilidade social e procura empresas que estejam mais bem posicionadas nesses espaços.

Por conta de tudo isso, os grandes fundos de investimentos de capital de risco ou de empresas abertas estão procurando empresas que tenham boas práticas. Empresas que ficam para trás nesses quesitos também têm mais dificuldade para ter acesso a capital.

Um estudo recente do BCG mostrou também que empresas que se preocupam com essas práticas veem diversos impactos positivos nos seus resultados, como maior lucratividade e até um maior valor de mercado ao longo do tempo. Em outras palavras, descobriram que se preocupar com o impacto socioambiental e com uma operação mais sustentável gera resultados melhores.

São inúmeras as razões que levam o ESG a ganhar relevância na atualidade e fica cada vez mais claro que investir nessas práticas não é apenas uma questão de responsabilidade e fazer o certo, mas também uma estratégia importante de sobrevivência e competitividade para os negócios.

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