Grupo IOX mira Amazônia Legal com fundo de R$ 100 milhões
Boutique de crédito com R$ 4 bilhões pretende direcionar recursos para a compra de recebíveis e dívida corporativa de empresas da região


Pedro Gil
Editor do Exame INSIGHT
Publicado em 29 de julho de 2026 às 15:56.
Última atualização em 29 de julho de 2026 às 17:47.
O Grupo IOX está estruturando um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) de R$ 100 milhões voltado à Amazônia Legal, região que abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão. Com cerca de R$ 4 bilhões sob gestão, a boutique pretende direcionar os recursos para a compra de recebíveis comerciais e instrumentos de dívida corporativa de empresas da região.
O movimento ocorre enquanto a indústria brasileira de FIDCs atravessa um dos seus períodos de maior crescimento. No primeiro semestre deste ano, o setor acumulou R$ 30,6 bilhões em captação líquida, mantendo a classe entre os principais destinos de recursos da indústria de fundos.
Estrutura do fundo
O fundo do grupo IOX terá pelo menos 90% dos direitos creditórios compostos por operações cujos devedores ou cedentes estejam localizados na Amazônia Legal e poderá adquirir duplicatas, cédulas de crédito bancário, notas comerciais, contratos e notas promissórias.
A boutique de crédito será responsável pela originação e cobrança dos direitos creditórios, que poderão ser cedidos por diferentes empresas e terão múltiplos sacados, reduzindo a dependência de uma única fonte de recebíveis dentro da estratégia do fundo.
“A Amazônia Legal reúne empresas, cadeias produtivas e projetos que demandam capital para continuar crescendo, mas o crédito precisa chegar acompanhado de análise, acompanhamento e estruturas adequadas ao perfil de cada operação", diz Richard Ionescu, CEO do grupo IOX.
Dos R$ 100 milhões previstos na estrutura, R$ 30 milhões correspondem às cotas seniores, R$ 40 milhões às cotas mezanino A, R$ 15 milhões às mezanino B e outros R$ 15 milhões às cotas subordinadas.
“Com o custo de capital elevado, não basta ampliar a oferta de crédito. É preciso entender quem está tomando o recurso, qual é a capacidade de pagamento e como a estrutura responde a diferentes cenários econômicos", diz Ionescu.
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Pedro Gil
Editor do Exame INSIGHTJornalista com mais de 10 anos de experiência na cobertura de negócios e finanças. Passou pelas redações de Veja, onde foi editor da coluna Radar Econômico, e CMA. Contato em pedro-b.gil@exame.com
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