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Mercados

Bull capta R$ 20 milhões com Maya e Caravela para escalar infraestrutura de crédito

Rodada seed foi seguida pelo Canary, que já havia liderado o pré-seed

Juliana Freitas e José Pires Neto, fundadores da Bull (Divulgação/Divulgação)
Juliana Freitas e José Pires Neto, fundadores da Bull (Divulgação/Divulgação)
Pedro Gil

Pedro Gil

Editor do Exame INSIGHT

Publicado em 1 de setembro de 2026 às 09:00.

A Bull, plataforma de credit as a service que permite que empresas lancem e operem produtos de crédito, levantou R$ 20 milhões em rodada seed nesta terça-feira, 1. O aporte foi liderado pelos fundos Maya e Caravela, com participação da Canary, que também havia liderado a rodada pré-seed da companhia, realizada há um ano.

Os recursos serão direcionados ao fortalecimento da plataforma, com investimentos em inteligência artificial, fundação de dados, cibersegurança, melhoria contínua dos modelos de decisão e automação de processos para redução de custos operacionais. A estratégia é sustentar e acelerar o crescimento da operação de crédito, ampliar a base de clientes e parceiros e preparar a empresa para se tornar multiproduto.

“Em um ano, saímos de um MVP para uma operação que já atende mais de 20 clientes e se prepara para superar R$ 100 milhões em crédito originado por mês no terceiro trimestre. Isso mostra a velocidade com que conseguimos transformar infraestrutura em operações reais para empresas que querem oferecer crédito sem precisar construir toda essa estrutura do zero. A rodada acelera exatamente isso”, aponta Juliana Freitas, cofundadora e CEO da Bull.

Vai, tourinho?

Com o novo capital, a companhia pretende consolidar sua posição como hub de crédito para o mercado, escalando as operações junto aos clientes atuais e ampliando o portfólio de modalidades oferecidas por meio da mesma infraestrutura.

No curto prazo, a meta é alcançar R$ 1 bilhão em operações até o fim de 2026 e lançar uma nova linha de produto de crédito via ecossistemas dos parceiros. No médio prazo, o foco é ampliar a base de clientes e o volume de crédito distribuído pela plataforma. No longo prazo, o objetivo é se tornar a solução padrão para empresas que queiram lançar produtos de crédito.

“Muita empresa tem base de clientes, dados e distribuição, mas montar uma operação de crédito do zero leva anos e exige uma estrutura especializada. A Bull entrega esse trilho pronto”, diz o cofundador e COO da Bull, José Pires Neto.

Fundada em 2025, a Bull iniciou sua operação com o crédito consignado privado como primeiro produto, mas foi estruturada desde o início para suportar diferentes modalidades de crédito. A companhia desenvolve uma plataforma modular que reúne tecnologia, inteligência de crédito e operação para permitir que outras empresas ofereçam soluções de crédito aos seus próprios ecossistemas.

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Pedro Gil

Pedro Gil

Editor do Exame INSIGHT

Jornalista com mais de 10 anos de experiência na cobertura de negócios e finanças. Passou pelas redações de Veja, onde foi editor da coluna Radar Econômico, e CMA. Contato em pedro-b.gil@exame.com

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