B. Braun tem nova CEO para acelerar expansão em mercado de R$ 1,6 bilhão
Executiva assume a operação brasileira da multinacional em um momento de expansão da companhia em um mercado de terapia infusional


Pedro Gil
Editor do Exame INSIGHT
Publicado em 15 de julho de 2026 às 12:31.
A B. Braun, multinacional alemã de tecnologia médico-hospitalar, tem uma nova presidente no Brasil. A companhia anunciou a chegada de Natalia Moreno Barbanti, executiva que construiu praticamente toda a carreira dentro do grupo e acumula mais de 14 anos de experiência em operações na América Latina e na Europa.
Antes de assumir o comando da subsidiária brasileira, Barbanti passou por Argentina, Espanha e Colômbia, onde ocupou posições nas áreas de marketing, vendas e manufatura. Entre os cargos exercidos estão a gerência da divisão Aesculap, unidade dedicada a soluções cirúrgicas, além das funções de gerente de unidade de negócios e de acesso ao mercado para a América Latina, baseada na Espanha.
A nomeação ocorre em um momento em que a B. Braun busca ampliar sua presença no mercado brasileiro, considerado estratégico para a companhia na América Latina. Segundo a empresa, a executiva terá como prioridades acelerar iniciativas de inovação, fortalecer a agenda de sustentabilidade e expandir a atuação da empresa no país.
Natalia é formada em administração e possui especializações em gestão e marketing farmacêutico, com programas executivos em instituições como Stanford Graduate School of Business, INALDE Business School e EADA Business School.
Mercado competitivo
A B. Braun chega ao novo ciclo de gestão no Brasil como uma das principais fabricantes globais de tecnologia médico-hospitalar. O grupo alemão faturou € 9,14 bilhões em 2024, opera em 64 países e emprega mais de 64 mil pessoas. No Brasil, onde está presente há mais de cinco décadas, mantém cerca de 1.400 funcionários e fez um dos maiores investimentos industriais de sua história recente, com R$ 346 milhões destinados ao complexo de São Gonçalo (RJ).
A companhia disputa um mercado de terapia infusional que movimentou aproximadamente US$ 306 milhões no país em 2023. Apenas o segmento de bombas de infusão representou US$ 66,9 milhões, com expectativa de crescimento superior a 7% ao ano até o fim da década, em um mercado liderado pela B. Braun e Baxter.
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Pedro Gil
Editor do Exame INSIGHTJornalista com mais de 10 anos de experiência na cobertura de negócios e finanças. Passou pelas redações de Veja, onde foi editor da coluna Radar Econômico, e CMA. Contato em pedro-b.gil@exame.com
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