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Open banking: aposta cresce e ‘ventures’ investem R$ 6,5 milhões na Klavi

Iporanga Ventures e Parallax Ventures lideram aporte de R$ 6,5 milhões que serão destinados a inteligência artificial, processamento e contratações

Um mês é muito tempo para quem sabe onde quer chegar e pode ser pouco para acelerar parcerias, mas não para a Klavi. A plataforma de open banking criada em 2020 fez de um mês tempo suficiente para aliar-se a empresas que são referência em seus setores. Firmou parceria com a TecBan e agora recebe aporte de R$ 6,5 milhões de uma dupla inovadora de ‘venture capital’: a Iporanga Ventures, líder da operação com coinvestimento da Parallax Ventures.

A TecBan –controlada pelos cinco maiores bancos do país – é dona do Banco24Horas, a maior rede independente de autoatendimento do mundo em montante de transações e fechou uma parceria operacional com a Klavi há duas semanas para agregar valor ao facilitar a vida de seus clientes, bancos, que poderão se concentrar na criação de produtos para o open banking. A Iporanga Ventures e a Parallax Ventures, que vêm patrocinando investimentos de empresas inovadoras em variados segmentos da economia, viram na startup de tecnologia e interpretação de dados financeiros uma oportunidade. E com conhecimento de causa: ambas foram fundadas e são comandadas por executivos que construíram sólidas carreiras no mercado financeiro.

A Klavi se destaca entre as novatas pelo reconhecimento público ao seu estágio de inovação. A startup, que já foi eleita pelo Banco Central (BC) para participar do LIFT Lab (Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas), também foi selecionada há pouco para o InovaCIP – Programa de Inovação Aberta da Câmara Interbancária de Pagamentos. Na atual rodada, o InovaCIP busca soluções validadas para alguns desafios que a Klavi domina: inteligência de dados para padronização e modelagem e análise de dados financeiros.

A determinação da Klavi em alavancar seu crescimento, combinada à experiência de investidores que exibem portfólios invejáveis de empresas que receberam suporte e aportes desde o início dos projetos, dá a medida do impulso que a startup de leitura e processamento de dados terá daqui para frente. “Estamos nos associando a empresas, fundos e pessoas com interesses comuns e foco na inovação. Esse investimento de R$ 6,5 milhões é resultado de ‘network’ que irá alavancar nossa plataforma de open banking, em que concentramos 100% de nosso objetivo atualmente”, afirma Bruno Chan, cofundador e CEO da Klavi.

Em entrevista ao EXAME IN, Chan explica que os recursos serão aplicados em profissionais especializados em processamento de dados, ciência de dados e desenvolvedores para alavancar o crescimento da Klavi, além de construção de APIs – sigla em inglês para Application Programming Interface. Na prática, um conjunto de normas que viabiliza a comunicação entre plataformas através de uma série de padrões e protocolos.

Inovação e crédito

A construção do aporte das empresas de ‘venture capital’ retrata a importância do ‘network’ destacado por Chan. “Fomos indicados à Iporanga pela startup Gorila, de gestão de investimentos e é nosso cliente, e recebeu investimentos da Iporanga. Chegamos à Parallax de maneira semelhante. Ela é altamente especializada em fintechs. Até por isso, foi muito encorajador o fato de ter mais gente querendo investir na Klavi do que poderíamos aceitar.”

Com menos de um ano, a Klavi já processou mais de 100 milhões de operações, tem mais de vinte conexões com instituições financeiras e não financeiras e consegue classificar transações com mais de 95% de precisão. Entre seus clientes estão Bom pra Crédito, Simplic, Supersim, Zippi, Gorila, Alleinvest, Eurico, Elasbank, Portocred, Easycredito e Emprex, informa o CEO.

Ele acrescenta que a Klavi tem dois grupos de clientes que utilizam suas soluções: startups e bancos/financeiras. As startups estão voltadas sobretudo para inovação em crédito e classificação de crédito. Bancos e financeiras, mesmo tendo experiência nas operações, não trabalham os dados a que poderão ter acesso com o avanço do open banking. “Nós entramos aqui porque temos inteligência de dados e soluções para precificar os clientes bancários. Na prática, personalizamos os clientes para instituições”, detalha Bruno Chan.

Também em entrevista ao EXAME IN, Jae Lee, também da Klavi, pondera que a startup está interessada em ajudar qualquer empresa, financeira ou não, e qualquer empreendedor, independente do porte, a participar do open banking. Inclusive, no desenvolvimento de novas soluções. “Sobre open banking ouvimos muito sobre as ferramentas que funcionam no exterior, mas isso não quer dizer que funcionarão no mercado brasileiro. Com nossa expertise de padronização de dados acreditamos que teremos muita inovação. E queremos participar dessa jornada”, diz Lee.

Leonardo Teixeira, sócio da Iporanga Ventures – colecionadora de investimentos em fintechs de sucesso como Buser, eCondos, Voe Tranquilo, Gonddo e Quero Educação – vê na Klavi uma grande oportunidade. “A Klavi tem um conjunto de fatores ideal que nos levou a investir neles: um time muito forte, um produto muito bom e uma atração de clientes bastante impressionante para o estágio em que estão. Eles estão na vanguarda do desenvolvimento em tecnologia em inteligência artificial, atuando em um mercado cujas oportunidades se multiplicam no contexto atual", diz Teixeira que vê no open banking provavelmente a maior inovação no sistema financeiro nacional nos últimos vinte anos.

Voltada a três pilares – fintechs, educação e saúde – a Parallax Ventures exibe em seu portfólio a Monkey, startup especializada em recebíveis; Asaas; Ali Crédito; Cerc, Bright e Goliza. No início deste ano liderou, com fundos da GP Investments e Banco Plural, uma rodada de investimentos da ordem de R$ 200 milhões no Mercado Bitcoin – plataforma brasileira de criptomoedas.

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