Linx abraça 'modelo startup' e lança plataforma para o mercado automotivo

A empresa de tecnologia adquirida pela Stone desenvolveu uma ferramenta aberta que permite que outros fornecedores se integrem a seus sistemas

Resolver todos os problemas de uma empresa com uma única solução é uma missão quase impossível. As startups que se aventuram no universo de software conhecem bem o desafio e já nascem preparadas para se integrar com outras ferramentas usadas pelos clientes. Seguindo a tendência, a gigante Linx, especializada em tecnologia para o varejo, lança sua primeira plataforma aberta, que já nasce permitindo mais de 2.000 conexões.

Em entrevista ao EXAME IN, Renato Lass, diretor do segmento automotivo da Linx, conta que a estratégia é que a abertura seja uma alavanca de crescimento para o negócio. "Queremos estar no maior número possível de estabelecimentos, se oferecemos uma solução fechada, a dificuldade de integração se torna uma barreira", diz o executivo.

O setor automotivo, em que a Linx tem mais de 3.000 clientes, foi escolhido para o lançamento da iniciativa por sua complexidade. Afinal, uma concessionária engloba quatro negócios em um: vendas de peças, serviços, carros novos e usados. Normalmente, essas empresas precisam de diversos sistemas para abarcar todas as frentes de operação e seriam beneficiadas por um software aberto a integrações.

A plataforma, chamada Linx Smart API, está em desenvolvimento há dois anos e foi testada por seis clientes da companhia antes do lançamento oficial. "O objetivo é permitir que o cliente e seus parceiros tenham facilidade para se conectar a nossa plataforma de ERP, sem precisar desenvolver os caminhos do zero", diz o executivo.

O catálogo de conexões ficará disponível no site da Linx para que clientes e outras empresas consultem. Caso alguma companhia cliente queira adicionar uma nova funcionalidade ao seu sistema de gestão, precisará só acionar a Linx, que tem um time disponível para ajudar na parte tecnológica.

Segundo Lass, a novidade abre diversas opções, como a integração de soluções para gerir catálogos para vendas por WhatsApp, automatizar atividades repetitivas, como o lançamento de boletos, e até cotar o preço de financiamentos. A princípio, as integrações mais corriqueiras não serão cobradas dos clientes, mas algumas mais complexas terão o custo de desenvolvimento repassado às empresas.

Nos próximos semestres, a Linx planeja levar o conceito de plataforma aberta para todas as verticais do varejo que atende. "Estamos abrindo nossa base para que outras empresas possam gerar valor e facilitar a vida do nosso cliente. Ninguém vai estar bloqueado, todos terão uma porta de entrada", diz o executivo.

O lançamento da iniciativa acontece cerca de um mês depois que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra da Linx pela Stone sem restrições. Não à toa, o movimento de abertura da empresa está de acordo com a visão que a empresa mãe tem para o grupo: ajudar pequenas e médias empresas a vender mais e se digitalizar.

A Stone está tentando se afastar do rótulo de ser somente uma "empresa de maquininhas". Conforme o presidente Thiago Piau afirmou em entrevista ao EXAME IN no fim do ano passado, a Stone é uma plataforma com várias frentes para atender o varejo. Tem infraestrutura, processamento, conta digital, serviços diversos de pagamento e gestão financeira — ou seja, o pacote tem a maquininha, a frente digital, o software e ainda toda a gestão financeira.

A Linx, com cerca de 45% de marketshare, é uma peça importante desse quebra-cabeça e deve receber ao longo dos próximos meses os R$ 500 milhões que a Stone deixou separados para aportes em tecnologia no negócio.

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