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Depois da sangria, setor de saúde tem bom ponto de entrada na Bolsa, diz Safra

Embora mais otimista, banco rebaixou Fleury para neutro e Odontoprev para venda; Hapvida segue como papel preferido

Hapvida: com uma queda de 20% apenas neste ano, o Safra manteve a operadora como seu papel preferido no segmento

(Crédito da Foto: Leandro Fonseca) (Leandro Fonseca/Exame)
Hapvida: com uma queda de 20% apenas neste ano, o Safra manteve a operadora como seu papel preferido no segmento (Crédito da Foto: Leandro Fonseca) (Leandro Fonseca/Exame)
Raquel Brandão

Raquel Brandão

15 de fevereiro de 2024 às 15:35

Numa sangria na bolsa desde o ano passado, as empresas de saúde na B3 estão em patamares atrativos, aponta o Safra – e devem se beneficiar da melhora no contexto macroeconômico, com inflação controlada e queda nos juros.

Nas contas do banco, o setor está sendo negociado, em média, a um múltiplo de preço/ lucro de 17,4x para os próximos 12 meses, o que representa um desconto de 68% em relação ao pico atingido em fevereiro de 2021 e um desconto de 45% em relação à média dos últimos cinco anos.

“O prêmio do setor sobre o Ibovespa (excluindo Petrobras e Vale) também diminuiu para 72% em relação ao pico de 281% (a média dos últimos 5 anos é de 150%). Na nossa visão, essa avaliação é atrativa.”

Com uma queda de 20% apenas neste ano, o banco manteve a Hapvida como seu papel preferido no segmento, mas rebaixou Fleury para neutro e Odontoprev para venda, os únicos que avalia que estão com o valuation mais esticado.

Na visão do Safra, após um impacto significativo da pandemia de covid-19 e aumento da pressão de custos devido a mudanças regulatórias.

“Os aumentos de preços dos operadores de saúde e iniciativas de controle de custos contribuem para uma menor inflação médica, levando a uma melhoria nos ganhos e nos balanços”, escreveu a equipe em relatório.

Durante esse período mais crítico, o crescimento de adesão de novos beneficiários ficou mais concentrado em planos de saúde mais agressivos em precificação, aqueles que aplicaram menores aumentos.

No entanto, o banco acredita que são as administradoras de planos que devem capturar mais rapidamente a melhora nos fundamentos de mercado. Agora, Hapvida e SulAmerica, da Rede D’Or, devem retomar o ritmo de adesão de vidas passado o “ciclo de normalização”, que começou em março do ano passado e deve ir até abril de 2024, na visão do Safra.

“O crescimento no número de vidas visto nos últimos meses deve continuar em algum grau a curto prazo, à medida que o esperado crescimento do PIB deve impulsionar empregos formais e, consequentemente, a demanda por saúde.”

Isso também deve ajudar, em algum grau, os prestadores de serviços, como as redes de laboratórios diagnósticos. A melhora do balanço dos operadores diminui a urgência que eles enfrentavam de aumentar os resultados a todo custo, incluindo, por exemplo, restringir credenciamentos ou estender prazos de pagamento.

Os analistas ainda acreditam que o aumento da adesão a planos de saúde também deve se transformar em uma maior demanda por leitos hospitalares, diagnósticos, infusões de oncologia, entre outros serviços.

Recentemente, além do Safra, o Citi manteve recomendação de compra para Hapvida e o JP Morgan reiterou compra na última semana afirmando que a “desvalorização do papel parece estar mais do que exagerada.” Fleury recua 10,70% no ano, para R$ 15,94, e Odontoprev avança 17,32%, a R$ 13,14.

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Raquel Brandão

Raquel Brandão

Repórter Exame IN

Jornalista há mais de uma década, foi do Estadão, passando pela coluna do comentarista Celso Ming. Também foi repórter de empresas e bens de consumo no Valor Econômico. Na Exame desde 2022, cobre companhias abertas e bastidores do mercado

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