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Magazine Luiza terá aumento de capital privado de R$ 1,25 bi — com R$ 1 bi garantido pelos Trajano

Companhia diz que aporte "é uma demonstração de confiança dos controladores" e ajuda a reduzir despesas financeiras

Magazine Luiza: aumento de capital deve impulsionar investimentos em tecnologia (Magazine Luiza/Divulgação)
Magazine Luiza: aumento de capital deve impulsionar investimentos em tecnologia (Magazine Luiza/Divulgação)
Raquel Brandão

28 de janeiro de 2024 às 19:51

O Magazine Luiza vai fazer um reforço de caixa -- já muito especulado pelo mercado. No começo da noite deste domingo, 28, a companhia anunciou a aprovação, pelo conselho, de um aumento de capital de R$1,25 bilhão.

O montante vai ser totalmente garantido pelos acionistas controladores e pelo banco BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME). A família Trajano vai colocar até R$ 1 bilhão, enquanto o banco deu garantia firme para os R$ 250 milhões. O banco também vai financiar os Trajano por meio da celebração de determinados contratos e acordos de derivativos.

"É uma demonstração de confiança dos controladores na companhia e em seu modelo de negócios, com potencial de aumentar sua participação acionária de 56,4% para 58,4% do capital total", diz a empresa.

O aumento de capital será ao preço de emissão de R$ 1,95 por papel. Isso representa um desconto de 5% em relação ao valor médio negociado no pregão de sexta-feira, 26, correspondente a R$ 2,05.

Embora o varejo viva um momento complexo, com Americanas buscando uma retomada pós-recuperação judicial e a Casas Bahia tentando se reestruturar, o aumento de capital do Magalu não visa pagar dívida e, sim, reforçar seus investimentos em tecnologia. Na Liquidação Fantástica, feita no começo de janeiro e primeiro teste da companhia para o desempenho de vendas, as vendas do Magazine Luiza mostraram reação positiva: um avanço de 10% na receita.

Segundo o documento, o aumento de capital permite a administração acelerar os investimentos em tecnologia, ao mesmo tempo em que intensifica a redução das despesas financeiras atualmente em curso.

Com caixa disponível de R$ 8 bilhões até o fim do terceiro trimestre, a varejista tem espaço para lidar com seus vencimentos. A dívida total é de R$ 7,4 bilhões, sendo que R$ 3 bilhões vencem este ano. Desses R$ 3 bilhões, R$ 850 milhões já foram quitados em janeiro. O restante deve ser pago em abril. Depois disso, as obrigações só vêm no fim de 2025.

No documento, a empresa diz que os recursos devem ser aplicados na expansão do Luizalabs e na evolução da plataforma de marketplace, experiência do usuário (UX) e dos serviços de Advertising, Fintech, Fulfillment e Magalu Cloud, além de "otimizar a estrutura de capital".

Hoje o Luizalabs tem cerca de 2 mil funcionários e a meta é chegar a 3 mil pessoas até o fim de 2024. Em dezembro, a empresa lançou o Magalu Cloud, um serviço de nuvem que promete ser uma "solução econômica" para a digitalização para pequenas e médias empresas.

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Raquel Brandão

Raquel Brandão

Repórter Exame IN

Jornalista há mais de uma década, foi do Estadão, passando pela coluna do comentarista Celso Ming. Também foi repórter de empresas e bens de consumo no Valor Econômico. Na Exame desde 2022, cobre companhias abertas e bastidores do mercado