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Governança

Copel completa metamorfose pós-privatização com novo conselho e pacote de remuneração

Squadra e Radar indicam Pedro Sales, ex-Verde, e Viviane Martins, CEO do Grupo Falconi, para o board; participação do Paraná cai de cinco para três assentos

Copel: Sem exposição à renovação de concessões, UBS vê empresa com boa relação entre risco e retorno (Copel/Divulgação)
Copel: Sem exposição à renovação de concessões, UBS vê empresa com boa relação entre risco e retorno (Copel/Divulgação)
Natalia Viri

Natalia Viri

25 de março de 2024 às 13:18

Num passo crucial pós-privatização, a Copel deve ter um novo conselho com menor participação do Estado e um plano de remuneração para executivos e conselheiros que alinha melhor seus interesses com o longo prazo da companhia.

Aguardadas desde a oferta de ações que marcou a diluição do governo do Paraná, em agosto do ano passado, as medidas alinham a governança da empresa de energia como uma corporation e injetam uma cultura meritocrática na gestão para dar tração ao processo de reestruturação operacional que vem sendo levado a cabo pelo CEO Daniel Slaviero.

A Squadra e a Radar, dois dos principais acionistas da empresa de energia desde a oferta de agosto de 2023, indicaram respectivamente Pedro Sales, ex-portfolio manager do Verde e Viviane Martins, CEO do Grupo Falconi e da Falconi Capital, para compor o board.

Eles entrarão no lugar de Fernando Perez a Lucia Casasanta, que ocupavam vagas do governo do Paraná. Os nomes serão levados à assembleia no dia 22 de abril.

Na nova composição, seriam três conselheiros indicados pelo governo estadual, três pelos acionistas de referência do mercado – incluindo Marcelo Monteiro, que já está no colegiado –, dois pelo BNDES e um pelos empregados.

Hoje, dos nove membros, cinco são do governo paranaense – em sua grande maioria, nomes já independentes –, e apenas um dos minoritários. BNDES e empregados vão manter sua representatividade: dois e um assento, nesta ordem.

Em paralelo, o conselho também aprovou um novo plano de remuneração para a diretoria, atrelando boa parte dela à compensação variável de longo prazo.

Desenvolvido pela consultoria Korn Ferry, o pacote prevê que diretores, superintendes e outras posições-chave tenham de 25% a 30% da sua remuneração vinda do salário-base, 25% a 30% de bônus anual e 40% a 50% de incentivos de longo prazo, ligados principalmente a um novo plano de opções de ações.

Esse plano, ligado a métricas de desempenho que incluem lucro e retorno total ao acionista, terá um vesting de três anos, com strike em R$ 8,25 por ação, corrigido por IPCA + 5% ao ano, com data-base em agosto de 2023, quando a oferta de privatização foi concluída.

Os conselheiros também terão remuneração atrelada a ações, mas de uma maneira diferente. Nesse caso, as ações não estão condicionadas a desempenho e serão pagas a preços de mercado. O vesting é alinhado com o mandato na cadeira, de dois anos, com lock-up de outros dois.

No caso dos conselheiros, 75% da remuneração virá de salário-base e 25% de ações.  Para o chairman, essas fatias serão de 60% e 40%, respectivamente.

Ao todo, os planos de opções podem ter efeito dilutivo de no máximo 1% do capital total , afirmou a empresa na proposta aos acionistas.

Hoje, o Estado do Paraná tem 15,9% do capital total, o BNDESPar outros 22% e os pouco mais de 60% restantes estão em circulação no mercado.

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Natalia Viri

Natalia Viri

Editora do EXAME IN

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura de negócios e finanças. Passou pelas redações de Valor, Veja e Brazil Journal e foi cofundadora do Reset, um portal dedicado a ESG e à nova economia.

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