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Petrobras: nome de Pires traz alívio e dúvidas para a estatal de R$ 450 bi

Escolha de Pires surpreende investidores, mas ainda há temor sobre governança
Petrobras: governo tira Silva e Luna da presidência devido à crise dos combustíveis e escolhe economista pró-mercado para posição (Reuters/Sergio Moraes/File Phot)
Petrobras: governo tira Silva e Luna da presidência devido à crise dos combustíveis e escolhe economista pró-mercado para posição (Reuters/Sergio Moraes/File Phot)
Por Graziella ValentiPublicado em 28/03/2022 22:04 | Última atualização em 29/03/2022 10:01Tempo de Leitura: 4 min de leitura

A notícia sobre a indicação do economista Adriano Pires, um consultor conhecido no setor de energia por suas posições liberais, para a posição de presidente da Petrobras fez todo mundo no mercado sair correndo para ler e reler o que ele já escreveu sobre preço dos combustíveis. Ainda que sua posição contra interferências políticas seja pública, é sempre bom rever. Todo mundo sabe que esse é o calo — ou cabo — eleitoral do ano. A companhia, avaliada em R$ 430 bilhões na B3 e com uma receita anual que superou R$ 450 bilhões em 2021, é a maior do país em faturamento. E carrega quase 11% do Índice Bovespa.

A primeira sensação é de alívio. Pires entende como poucos do riscado teórico do setor, ainda que não entenda exatamente sobre ser CEO de uma estatal em um ano como esse. Mas fica a sombra ainda da sensação de mais uma canetada do governo.

Hoje (28) pela manhã, Pires, que é sócio-fundador e presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), publicou uma nota em seu LinkedIn sobre o tema dos combustíveis, junto com o link para uma matéria do jornal Financial Times (para a qual ele concedeu entrevista). No LinkedIn, ele dizia acreditar ser pouco provável uma intervenção do governo na política de preços de combustíveis. Dois os argumentos usados pelo economista e consultor: a estatal tem controles internos melhores desde a Operação Lava-Jato e o presidente Jair Bolsonaro, se adotasse o controle de preços, poderia ser comparado ao ex-presidente Lula.

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Para ser indicado como CEO da Petrobras, Pires precisa primeiro ser do conselho de administração da Petrobras. A assembleia geral da estatal para eleger o novo colegiado está convocada para 13 de abril. A chapa indicada, com Rodolfo Landim, como chairman está na rua faz tempo, desde a primeira semana do mês. E hoje, a 15 dias da votação, o Ministério de Minas e Energia enviou uma circular à companhia com a nova chapa, a 15 dias da eleição, agora com o nome de Pires. Os boletins de voto sem o nome de Pires já estavam publicados e terão de ser refeitos.

Do lado da governança da estatal, a confusão está mais uma vez toda armada. A última vez que se tem notícia de que os ritos foram respeitados e combinados entre governo e os órgãos de governança da Petrobras foi na indicação de Pedro Parente para presidente da petroleira, durante a gestão de Michel Temer (PMDB). Depois disso, voltou à normalidade a notícia sobre o CEO da Petrobras sair confirmada do Planalto.

Os investidores ouvidos pelo EXAME IN ainda estão tentando compreender o que a indicação de Pires significa. Os analistas há tempos apontam o desconto nas ações da Petrobras. Para simplificar a vida do leitor sobre o tamanho do receio dos investidores com medidas intervencionistas, basta o retrato a seguir. O preço do barril de petróleo começou 2022 na casa dos US$ 80 e agora está perto de US$ 110 – depois de ter encostado nos US$ 128. A ação da Petrobras começou o ano em torno de R$ 32 e agora está por volta dos R$ 34 (as ordinárias) e ficou dentro desse intervalo todo o período.

Um analista de buy side tem a conta de cabeça. Considerando os preços atuais, a Petrobras, em um prazo quatro meses, pagará  em dividendos cerca de R$ 9 por ação, o que é um retorno de quase 30% sobre a cotação atual. Só que falta coragem para o investidor comprar. Agora, todo mundo está fazendo conta de novo, mas com dificuldade para ler por trás das decisões.

Qual a intenção do governo com essa mudança às vésperas da largada para as eleições? Não é por outro motivo que a notícia sobre a decisão de tirar o general Joaquim Silva e Luna fez as ações caírem hoje. Ainda que tenha sido recebido com ceticismo, o atual CEO seguiu a política de preços. A crise dos combustíveis é, inclusive, a principal razão para sua saída. As ações ordinárias da estatal terminaram o pregão em queda de 2,6% com temor de que o Planalto sugerisse alguém claramente a favor de intervenções. O nome de Pires, confirmado após o fechamento do mercado, caiu bem. Mas há receio ainda entre analistas e investidor para cravar de cara que as ações vão mostrar alívio amanhã.

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