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Na geração de emprego, um mês de pandemia já foi

Criação de emprego formal e saldo em conta corrente em abril ficam abaixo do esperado; no ano, estatísticas melhoram

O Caged de abril decepcionou. O Brasil criou 120.935 empregos com carteira assinada. O mercado esperava mais – 42% a mais. O resultado foi o pior do ano. Mas a soma de vagas lançadas em quatro meses mata um mês de desemprego na pandemia. De janeiro a abril, foram abertos 957.889 postos, quantidade que quase neutraliza a perda de 963.703 postos registrada em abril do ano passado, logo após a chegada da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Abril de 2020 trouxe um resultado trágico: a maior destruição de emprego no mesmo mês em quase trinta anos.

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A estatística do Caged é uma de duas informações oficiais divulgadas nesta terça-feira, que dizem muito ao mercado financeiro, e que justificam a expressão “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”. Assim como o dado de vagas formais no mercado de trabalho, o resultado das contas externas em abril ficou aquém do esperado. Isso não quer dizer, porém, que os dados são irremediavelmente negativos, embora frustrem expectativas. Há luz no fim do túnel, ainda que o túnel seja longo.

Zerada, ou quase, as perdas em abril, a recuperação do mercado de trabalho dependerá mesmo é do ritmo de expansão da atividade que é heterogênea entre setores e será mais forte neste ano do que no próximo. O emprego deve continuar como um desafio a ser enfrentado em 2022, mesmo com a retomada econômica no Brasil neste ano e com sua continuidade no próximo ano, afirmou Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual (do mesmo grupo que controla a EXAME), nesta quarta-feira, 26, durante o evento CEO Conference Brasil 2021, organizado pelo banco. Para Mansueto, o desemprego não deve arrefecer até o fim do próximo ano.

Em entrevista ao EXAME IN, a economista Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro FGV IBRE, alertou para o fato de que a geração de renda virá do mercado de trabalho e para a taxa de desemprego que está subindo, mas não tanto porque uma parcela da população acredita que não vale a pena procurar trabalho durante a pandemia e outra parcela está recebendo o benefício do governo.

Repertório positivo

No balanço sobre as contas externas, também publicado hoje pelo Banco Central (BC), as transações correntes – diferença entre o dinheiro que entra e o que sai do país – registraram saldo positivo de US$ 5,663 bilhões em abril, pouco abaixo de US$ 5,7 bilhões projetados pelo próprio BC. Contudo, as estatísticas trazem um repertório de indicações animadoras.

De janeiro a abril, o Brasil apurou déficit em transações correntes de US$ 9,7 bilhões, substancialmente inferior a mais de US$ 24 bilhões em igual período do ano passado.

Boa notícia, o Investimento Direto no País (IDP), voltado ao setor produtivo, alcançou US$ 21,2 bilhões em quatro meses, montante mais que suficiente, portanto, para financiar o rombo total das contas externas. A abertura dessa conta revela aumento expressivo de reinvestimento de lucros no Brasil, nas operações realizadas entre companhias e aumento de crédito recebido do exterior

Outra boa notícia: os investimentos externos em carteira totalizaram ingresso líquido, em abril, de US$ 1,5 bilhão, ante saída de US$ 8,2 bilhão em igual período de 2020. Em quatro meses deste ano, a entrada de divisas em portfólio alcançou US$ 7,6 bilhões, ante US$ 30,1 bilhões negativos um ano atrás.

No detalhe, os investimentos em ações ultrapassaram US$ 4 bilhões de janeiro a abril, sinal inverso ao observado em quatro meses do ano passado, quando US$ 16,3 bilhões deixaram essas aplicações. Importante estímulo à B3, as operações com ações foram realizadas integralmente no mercado local. Indicação positiva vem também dos investimentos em títulos de dívida negociados no mercado doméstico: US$ 6,4 bilhões em quatro meses, ante retiradas de US$ 12,7 bilhões na mesma base de comparação no ano passado. Não é o melhor dos mundos, mas já foi pior.

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