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Carros

InstaCarro: startup que vende carros online capta R$ 115 milhões

A rodada série B da empresa foi liderada pelos fundos americanos J Ventures, FJ Labs e Rise Capital

Luca Cafici, fundador da InstaCarro: a empresa já movimentou mais de R$1 bilhão em transações desde que foi fundada em 2015
 (InstaCarro/Divulgação)
Luca Cafici, fundador da InstaCarro: a empresa já movimentou mais de R$1 bilhão em transações desde que foi fundada em 2015 (InstaCarro/Divulgação)
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Carolina Ingizza

4 de agosto de 2021 às 00:29

A startup de venda online de carros InstaCarro acaba de receber um aporte de R$ 115 milhões em uma rodada de captação série B, liderada pelos fundos americanos J Ventures, FJ Labs e Rise Capital. Os espanhóis All Iron Ventures e Big Sur também participaram da rodada. Até então, a empresa já havia captado cerca de R$ 100 milhões com investidores.

Fundada em 2015 pelo empreendedor argentino Luca Cafici, a InstaCarro nasceu na cidade de São Paulo com a proposta de intermediar a venda de carros usados de pessoas para concessionárias de todo o país. Com um "leilão online", a startup consegue angariar propostas de compra dos veículos dos clientes em poucas horas, garantindo bons preços para o cliente. Do lado das concessionárias, o principal benefício do modelo é poder acessar gratuitamente a base de carros da startup, que inspeciona os veículos e garante a entrega.

Desde sua fundação, a empresa movimentou mais de R$ 1 bilhão com as transações de venda. No começo de 2020, o negócio investiu em um modelo de lojas contêiner espalhadas pela cidade para que os clientes pudessem ter mais contato com a marca e levar o carro para a inspeção. Quando a pandemia começou, em março, forçando as pessoas a ficar mais em casa, a startup precisou rever os planos e digitalizar ao máximo seus processos.

A InstaCarro criou um modelo de inspeção em domicílio, em que profissionais terceirizados vão até a casa do cliente interessado em vender o veículo para fazer a inspeção. Depois de concluída a verificação, o cliente pode acompanhar o processo de venda online totalmente pelo aplicativo. A facilidade do modelo aliada a uma demanda maior por veículos impulsionaram as vendas da empresa, que cresce 20% mês a mês e aumentou sua lucratividade em até dez vezes com a redução das lojas físicas.

Mais cidades, mais serviços

A rodada milionária surge para financiar os planos de expansão da empresa. Depois de seis anos dedicada a São Paulo, a startup está levando sua operação para outras grandes cidades do país, como Campinas, Curitiba, Joinville, Santos, Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Até o final do ano que vem, a meta do negócio é conseguir a mesma penetração de mercado que tem em São Paulo nas novas praças. Para isso, é necessário investir tanto na contratação de funcionários quanto em marketing — a equipe de 120 pessoas da startup deve dobrar de tamanho até o final do ano.

Além da entrada em novas cidades, até o final do ano a InstaCarro quer começar a vender carros para os clientes finais, disputando espaço com plataformas capitalizadas como Kavak, Volanty, Carflix e Webmotors.

Segundo Cafici, a empresa tem vantagem por já ser conhecida como uma solução rápida de vendas. “Cinquenta por cento dos nossos clientes não procuram apenas vender um carro, mas também comprar um. Queremos usar nossa plataforma para ajudar os brasileiros a ter a mesma experiência ao comprar de nós”, diz o fundador.

Na prática, a InstaCarro vai entrar nos leilões pelos carros e começar a montar um portfólio próprio de veículos usados. De acordo com o presidente, vender veículos para o consumidor final era só uma questão de tempo para o negócio. Empresas similares, como a europeia Auto1 e OLX na América Latina, fizeram trajetórias parecidas — ajudando o cliente a vender e depois oferecendo a opção de compra.

Para que a operação de venda de carros para o cliente final pare de pé, a InstaCarro está costurando novas parcerias com bancos brasileiros para poder oferecer crédito aos compradores na hora da compra. A startup também estuda formas de dar mais crédito às concessionárias para poder alavancar as vendas. "Podemos trabalhar com mais prazo, para que o cliente compre mais carros por vez e tenha tempo de vendê-los antes de nos pagar", diz Cafici.

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