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Investimentos de empresas

Fintech que quer reinventar a previdência privada capta R$ 53 milhões

A Onze recebeu um aporte da gestora americana Ribbit Capital, que também investe no Nubank, ContaAzul e GuiaBolso

Antonio Rocha e Rodrigo Neves, fundadores da Onze: criada há seis meses, a startup já tem 15 empresas clientes e planeja chegar a 100 até dezembro
 (Onze/Divulgação)
Antonio Rocha e Rodrigo Neves, fundadores da Onze: criada há seis meses, a startup já tem 15 empresas clientes e planeja chegar a 100 até dezembro (Onze/Divulgação)
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Carolina Ingizza

25 de maio de 2021 às 06:00

Depois de unicórnios como Nubank e Creditas mostrarem que é possível oferecer alternativas ao modelo tradicional de banco e crédito brasileiro, a fintech Onze, fundada há seis meses, chega ao mercado para tentar fazer o mesmo na previdência privada. A empresa acaba de receber um aporte de R$ 53 milhões da americana Ribbit Capital, que no Brasil investe em empresas como Nubank, Conta Azul e GuiaBolso.

“A Ribbit tem como missão mudar o mundo financeiro, auxiliando empreendedores que buscam transformar indústrias e práticas tradicionais. A Onze está desafiando o status quo na indústria de previdência no Brasil e não poderíamos estar mais animados com essa missão”, diz Micky Malka, sócio da Ribbit Capital, em nota.

A Onze foi criada pelos empreendedores Antonio Rocha e Rodrigo Neves, ex-sócio e ex-consultor da consultoria McKinsey, respectivamente, de olho no segmento de previdência corporativa. Desde sua fundação, no segundo semestre do ano passado, a companhia já conquistou 15 empresas clientes, entre elas a Mobly. Com o aporte, a fintech pretende expandir sua equipe comercial e investir em novas parcerias de vendas com corretoras. A meta é terminar 2021 com 100 clientes na carteira.

O mercado de quase R$ 1 trilhão das previdências privadas abertas está concentrado hoje nos cinco grandes bancos brasileiros. Para mudar isso, a Onze tem o desafio de provar para os potenciais clientes que é uma alternativa segura. O caminho encontrado para isso, segundo os sócios, foi fechar uma parceria com a tradicional seguradora Zurich.

Usando tecnologia para a gestão, a Onze promete planos até 40% mais baratos para as companhias clientes. A fintech desenvolveu uma plataforma para que os gestores possam acompanhar a adesão do produto entre os funcionários e controlarem a performance da carteira. No aplicativo, há mais de 20 opções de fundos (próprios da Onze e independentes) para aplicar.

Já para o cliente final, a empresa oferece um aplicativo próprio em que o usuário recebe recomendações personalizadas de produto e pode solicitar até mesmo uma assessoria financeira individual para pensar suas finanças. "Queremos dar autonomia para o cliente gerenciar seu patrimônio. O nosso produto permite que ele tenha engajamento contínuo com a previdência, aproveitando a jornada", diz Neves.

Na estratégia de expansão do negócios, os sócios estão procurando empresas de todos os portes que ainda não aderiram a um plano de previdência como opção para reter talentos, mas também estão de olho nas empresas que já oferecem o serviço a seus funcionários e estão insatisfeitas.

Apesar da baixa penetração do produto no Brasil na comparação com mercados mais maduros, como o americano, cerca de 13,5 milhões de brasileiros possuem previdência privada, de acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida. “Nosso desafio é conseguir conversar com essas empresas que já tem planos, desenhar cenários em conjunto e mostrar que nosso produto pode trazer mais benefícios para seus colaboradores”, diz Antonio Rocha.

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