Com iFood, Speedbird levanta US$ 5,8 mi para escalar entregas por drones
Startup também tem a Embraer no quadro de investidores e se prepara para uma Série B


Mitchel Diniz
Editor de Invest
Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 07:56.
A Speedbird Aero, startup brasileira de logística aérea não tripulada, acaba de levantar US$ 5,8 milhões (R$ 30,2 milhões). Os recursos vieram do iFood e outros seis fundos de investimento e são um investimento-ponte que vai capitalizar a empresa até a realização de uma rodada Série B, prevista para acontecer até o final deste ano. Em 2022, a empresa levantou R$ 35 milhões na Série A.
“Os recursos de agora vão ajudar a expandir nossas operações, conseguir certificações e implementar rotas que já estão sob estudo e negociação”, disse Manoel Coelho, CEO da Speedbird, ao INSIGHT.
A parceria com o iFood vem desde 2019, com os primeiros testes de entregas por drone em Campinas (SP). Em 2021, a operação estreou em Aracajú (SE), em fase piloto. O drone resolve um gargalo geográfico conectando o Shopping Rio Mar, na capital sergipana, a condomínios residenciais na cidade vizinha, Barra dos Coqueiros.
O equipamento atravessa o Rio Sergipe e faz, em três minutos, uma viagem que levaria pelo menos meia hora por terra. Do outro lado, o entregador recebe o pedido e faz a última milha até a casa do cliente.
"Existem caminhos que não são tão interessantes para a moto. O entregador não quer fazer uma rota em que ele vai com o pedido e volta vazio", explica Rodolfo Klautau, diretor de logística do iFood. "A ideia do drone não é substituir entregadores, é destravar rotas e demandas que hoje não são atendidas".
Do último mês de outubro até agora, os dois drones que fazem a operação realizaram mais de duas mil entregas. Agora, as empresas trabalham para replicar o modelo na região metropolitana de São Paulo, também levando pedidos de um shopping a condomínios residenciais.
“Se a gente consegue fazer em São Paulo, consegue replicar em qualquer lugar do mundo”, diz Coelho. Operar na maior cidade do Brasil, porém, é adentrar o maior tráfego aéreo do país e disputar espaço com o fluxo de aeroportos e dezenas de helipontos.
A Speedbird tem, hoje, uma frota com 35 drones, todos produzidos pela própria empresa. Os equipamentos têm sido utilizados para realizar entregas em navios e plataformas de petróleo, além de transportar material de laboratórios. Fora do Brasil, a startup tem equipamentos operando em Israel, Portugal, Itália, Inglaterra e o próximo passo é chegar aos Estados Unidos.
A empresa também tem a Embraer como investidora através do fundo MSW. Mais do que o recurso financeiro, é o chamado smart money de uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo que mais conta para a startup. As empresas também vão ser vizinhas. A Speedbird está mudando a sede de Franca para São José dos Campos.
O INSIGHT apurou que a startup deve receber um reforço de peso nas próximas semanas. A nova fase de expansão internacional da Speedbird será liderada por André Stein, ex-CEO da Eve Air Mobility, conhecida por desenvolver o “carro voador” da Embraer.
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Mitchel Diniz
Editor de InvestJornalista há 20 anos, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pela FIA Business School. Passou pelas redações de Valor, Folha de S. Paulo, GloboNews e InfoMoney.
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