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Dona do Frango Assado enfrenta batalha da vez no Brasil: negociar dívidas

IMC, que também é dona da rede Viena, encara renegociação de debêntures devido à perda de receita com pandemia da covid-19
IMC, dona do Frango Assado e do Viena: mais taxa em troca de folga em limites para dívida (Divulgação/Divulgação)
IMC, dona do Frango Assado e do Viena: mais taxa em troca de folga em limites para dívida (Divulgação/Divulgação)
Por Graziella ValentiPublicado em 06/05/2020 12:20 | Última atualização em 07/05/2020 16:45Tempo de Leitura: 4 min de leitura

A International Meal Company (IMC), rede de alimentação com receita líquida de 1,6 bilhão de reais e dona das marcas Frango Assado e Viena, terá de pagar um preço alto para convencer seus credores a mudarem os limites  do contrato que levariam a dívida vencer antes do prazo. A empresa está oferecendo mais do que dobrar o retorno além do CDI de suas debêntures.

As emissões somam 400 milhões de reais e respondem por quase 70% de toda a dívida bruta. Dona também das operações da Pizza Hut e KFC no Brasil, a empresa fez duas captações no ano passado, auge da liquidez do mercado, com taxas que variavam de CDI mais 1,15% ao ano a CDI mais 1,6% ao ano.

As dívidas, pelas regras originais, começariam a ser saldadas a partir de março de 2022 e só seriam integralmente quitadas em 2026. Contudo, se a dívida líquida da empresa ficasse maior do que 3 vezes seu Ebitda, os credores poderiam exigir o pagamento imediato – ou uma multa para liberação dessa obrigação. Prevendo essa possibilidade, é isso que a companhia quer evitar com a renegociação.

A queda na taxa básica de juros do país, na prática, vai compensar boa parte do aumento de custo para a companhia. Para quem tem os papéis, a repactuação vai ajudar a defender o retorno do investimento.

Pelas propostas que serão apresentadas, as taxas vão subir dentro de um intervalo que vai de CDI mais 3,35% ao ano e CDI mais 4% ao ano, conforme cada emissão e cada alternativa que for escolhida pela maioria. As assembleias de debenturistas estão previstas para os próximos dias 13 e 15. As conversas com os credores começaram há cerca de um mês.

A IMC, que tem ainda unidades na América Latina e Estados Unidos, foi atingida em cheio pela política de isolamento usada no combate à pandemia da covid-19. Com boa parte das lojas fechadas, partiu para a estratégia de acelerar os serviços de entrega. As unidades do Frango Assado estão sentindo com a forte queda no tráfego das rodovias. Para mitigar a perda de receita, as cozinhas do Viena serão usadas para rede ter entrega – uma unidade já começou e outras devem vir na sequência.

A companhia tinha mais de 330 milhões em reais em caixa ao fim de dezembro, mas a crise atual ataca o balanço das empresas lá do começo: comendo a receita. Os desafios de ajuste nas operações, além disso, agregam custos e despesas. A empresa deve atualizar essa fotografia na divulgação do balanço do primeiro trimestre, previsto para dia 18.

Ampliar a remuneração da dívida é a principal contrapartida colocada na mesa para que a companhia possa resolver a questão das debêntures de forma mais estrutural, mas agrega complexidade. Se a IMC tivesse que discutir com os debenturistas apenas pagamento de multa e dispensa dos limites de alavancagem, precisaria da aprovação de 60% dos créditos. Mas, para alterar remuneração e mudar os parâmetros da dívida, o índice de aprovação necessária sobe para 90%.

Na estratégia de convencimento para os credores, a IMC abriu duas possibilidades. Em uma delas, as taxas são mais altas e não há previsão de pagamento de juros até março do ano que vem – o que deveria ser pago nesse período será incorporado ao principal. Na outra, a taxa é um pouco menor e a remuneração segue paga trimestralmente.

De volta ao normal

Além de ser um termômetro do que pode acontecer com as taxas dos papéis já emitidos (para quem tiver de renegociar), a negociação da IMC também ilustra qual expectativa de retomada da normalidade nos negócios.

A companhia pede aos debenturistas que seus índices de alavancagem só voltem a ser medidos a partir de setembro de 2021. Na largada, a dívida líquida poderá ser equivalente a até 7,5 vezes o Ebitda de 12 meses do período. O limite anterior - de 3 vezes - só volta a valer a partir de março de 2022. A mensagem é: serão necessários dois anos para que a vida possa voltar aos parâmetros do mundo pré-pandemia. Pelo menos, é com essa folga que a IMC quer trabalhar.

Em troca dessas liberações, a companhia se compromete com um limite para investimentos e a manutenção de um caixa mínimo.