Cesp: Votorantim e CPP vão unir ativos de geração de energia

Transação pode criar um dos maiores grupos de energia negociados na B3; anúncio é iminente
Reservatório de Paraibuna, uma das três usinas da Cesp: controlada por Votorantim e CPP desde 2018 (Cesp/Bloomberg)
Reservatório de Paraibuna, uma das três usinas da Cesp: controlada por Votorantim e CPP desde 2018 (Cesp/Bloomberg)
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Graziella Valenti

Publicado em 18/10/2021 às 18:10.

Última atualização em 18/10/2021 às 18:15.

A Votorantim e o fundo canadense CPP, que tem mais de US$ 400 bilhões em ativos sob gestão, estão nos estágios finais da negociação para unir seus ativos de energia no Brasil. Se concluída, a transação criará um dos maiores grupos de energia da B3, dono de uma série de ativos de geração renovável e do controle da Cesp, avaliada em R$ 8 bilhões na bolsa brasileira. Segundo o EXAME IN apurou, o anúncio da operação é iminente. Há alguns meses, o mercado aguardava a transação. A percepção é que o negócio tem todo sentido.

A Cesp possui três usinas de geração hidrelétrica, com 1,6 GW de capacidade instalada e 935 MW médios de garantia física de energia. Após assinatura do novo contrato de concessão da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta (Porto Primavera), que prolongou o prazo de concessão para 2049, a empresa passou de concessionária de serviço público de geração de energia elétrica para concessionária de produção independente de energia elétrica. O grupo Votorantim e o CPP controlam a companhia desde 2018. No primeiro semestre deste ano, a Cesp acumulou receita líquida levemente superior a R$ 1 bilhão, com Ebitda de R$ 500 milhões.

A Votorantim Energia, por sua vez, atua na geração, soluções e comercialização de energia. É responsável pela gestão de 19 usinas hidrelétricas, participação em 9 consórcios e 21 parques eólicos, totalizando 2,6 GW de potência instalada. A empresa figura entre as três maiores comercializadoras de energia do País, com volume transacionado de 2,2 GW médios. Somente nos últimos cinco anos, sua carteira passou de 93 para mais de 400 clientes. O negócio de Comercialização e Gestão de Ativos registrou uma receita líquida de R$ 3,6 bilhões em 2020.

 

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