ESG

Dá para reciclar as figurinhas do álbum da Copa do Mundo?

Letícia Ozório

18 de maio de 2026 às 11:21

(Foto: Bruno Fahy / Belga / AFP via Getty Images) /

A Copa do Mundo de 2026 já começou nas compras dos brasileiros. Desde 1º de maio, os álbuns de figurinhas da Panini estão em bancas, livrarias, supermercados e lotéricas.

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Só entre 30 de abril e 6 de maio, o iFood vendeu mais de 563 mil pacotes de figurinhas e 7 mil álbuns, segundo dados da plataforma.

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O torneio começa em 11 de junho e termina em 19 de julho. Pela primeira vez, terá 48 seleções, com sede nos Estados Unidos, Canadá e México.

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Com mais países, jogadores e páginas no álbum, também cresce a geração de resíduos. Cada pacote aberto produz dois tipos de descarte difíceis de reciclar.

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O primeiro é o envelope multicamada, feito com papel, tinta, verniz e, em alguns casos, plástico ou alumínio. Ele pode ir à coleta seletiva, mas raramente vira papel reciclado.

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O segundo é o liner, papel siliconado que sobra no verso da figurinha. Como o silicone dificulta a separação das fibras, ele não entra na reciclagem convencional.

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Para 2026, Polpel e Avery Dennison formalizaram uma parceria para ampliar a logística reversa. A Polpel separa a celulose do silicone, e o material pode virar papel cartão.

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A campanha incentiva consumidores, escolas, empresas e condomínios a guardar os liners e criar pontos de coleta. A ideia é evitar que quilos de resíduos acabem em aterros sanitários.

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