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Fusões e Aquisições

GPA ‘pergunta lá no Ipiranga’ e vende postos para Ultra

Dos 71 postos de gasolina vendidos pela dona do Pão de Açúcar, 49 foram comprados pelo conglomerado; operação total é de R$ 200 milhões

GPA: Oferta traz alívio para a alavancagem do grupo, que estava em 5,1 vezes o EBITDA ao fim do 4º tri (Foto: Divulgação)
GPA: Oferta traz alívio para a alavancagem do grupo, que estava em 5,1 vezes o EBITDA ao fim do 4º tri (Foto: Divulgação)
Raquel Brandão

Raquel Brandão

27 de junho de 2024 às 07:13

O GPA achou os compradores para seus postos de gasolina. O dono do Pão de Açúcar e do Extra vendeu 71 postos por R$ 200 milhões, em mais um movimento de reforço de caixa e recuperação financeira durante seu processo de turnaround.

Os 49 postos do Estado de São Paulo foram comprados pelo grupo Ultra, dono da bandeira Ipiranga — que já operava muitas dessas unidades.

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O restante, presente em outros oito estados, foi vendido para diferentes compradores, de acordo com a varejista alimentar.

O caixa do GPA deve receber R$ 138 milhões até o fim deste ano e uma parcela de R$ 62 milhões será paga a partir de determinadas condições que visam a transferência para os postos em cada região. A operação também depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Com o anúncio, o GPA conclui seu plano principal de alienações, visando a redução da desalavancagem da companhia — que chegou a expressivas 9 vezes dívida líquida/ Ebitda no primeiro trimestre de 2023.

Numa espécie de movimento “família vende tudo”, grupo fez uma limpa nos últimos tempos: vendeu imóveis, a CNova (empresa de ecommerce do Casino), a rede de supermercados colombiana Éxito e, mais recentemente, anunciou a venda de sua sede, no formato de sale and leaseback. Além de ter colocado no caixa R$ 704 milhões do follow on realizado em março.

Nos primeiros meses deste ano, a alavancagem já estava em 3 vezes, patamar consideravelmente inferior ao do ano anterior.

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Raquel Brandão

Raquel Brandão

Repórter Exame IN

Jornalista há mais de uma década, foi do Estadão, passando pela coluna do comentarista Celso Ming. Também foi repórter de empresas e bens de consumo no Valor Econômico. Na Exame desde 2022, cobre companhias abertas e bastidores do mercado

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