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Movida tem lucro 136% maior em trimestre marcado por recordes

A companhia alcançou marco inédito de R$ 2 bilhões em receita líquida e expandiu margens
Renato Franklin, CEO da Movida: foco em carros novos para continuar crescendo (Divulgação/Movida)
Renato Franklin, CEO da Movida: foco em carros novos para continuar crescendo (Divulgação/Movida)
Por Karina SouzaPublicado em 30/04/2022 22:17 | Última atualização em 01/05/2022 11:51Tempo de Leitura: 6 min de leitura

A Movida apresentou um trimestre marcado por recordes no balanço divulgado neste sábado (30). O lucro líquido da companhia cresceu 136% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$258,1 milhões, um reflexo direto do aumento da receita líquida no período: o faturamento chegou ao inédito patamar de R$2 bilhões, uma expansão de 87,1% na mesma base de comparação. Renato Franklin, CEO da Movida, afirma ao EXAME IN que o resultado é predominantemente orgânico e que representa “apenas o primeiro passo” em direção a um novo ciclo de crescimento, que deve ocupar os próximos três anos.

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A estratégia deve ser a mesma que trouxe a companhia até aqui: investimento em carros novos e equipados. É um plano seguido desde 2020, ano em que a companhia estabeleceu que iria vender frota para comprar carros novos, e que reverbera na ponta: o tíquete médio do aluguel sobe e impulsiona a geração de receita da companhia. A Movida diz ter a frota mais jovem do mercado, com idade média de 14 meses. Com isso, o tíquete médio chegou, nos últimos trimestres,  ao recorde de R$ 128 no segmento Rent-a-Car, ou RAC (aluguel para pessoa física), além de crescer também no aluguel de frotas. 

“Não basta ter apenas poucos carros novos na loja, porque senão o aumento de tíquete não vem, uma vez que a precificação muito acima do que é comercializado pode afastar clientes. Por isso nosso planejamento deu certo. Focamos no cliente e em ter a frota mais jovem no mercado, e essa qualidade é percebida tanto por pessoas físicas quanto por empresas”, diz Franklin. Além dos aluguéis, o plano também surte efeito na venda de seminovos, devido à recorrência na renovação — carro mais novo é carro mais caro. Tudo isso, em conjunto, elevou o patamar de receita da companhia. 

Esmiuçando os números, a receita das verticais de aluguel de carro totalizou R$ 992 milhões no primeiro trimestre, crescimento de 87,1% em relação ao mesmo período do ano passado. E a de seminovos, sozinha com receita de R$ 973,8 milhões, teve aumento de 20,4% na mesma base de comparação. A maior parte do crescimento é orgânico, com exceção da área de gestão e terceirização de frotas para empresas, que teve 50% do incremento no volume de carros atrelado às aquisições feitas pela Movida em 2021.

“Somos a única empresa com jornada 100% digital para compra do carro zero e com pronta entrega desse tipo de veículo graças às parcerias com montadoras. Além disso, só a gente domina o mercado de frota pública e, com muitas licitações previstas, a gente vê espaço para avançar ainda mais. Tudo isso forma as bases para crescimento sustentável, de olho no longo prazo”, afirma Franklin.

Com mais carros, a companhia conseguiu ganhar eficiência operacional no período. O custo por carro caiu de R$ 1.000 para R$ 600, graças a mudanças feitas pela companhia na gestão da frota de aluguéis, como manutenções internalizadas, feitas dentro das lojas, e a própria característica da frota nova, que exige menos manutenção. Esses fatores ajudaram a trazer ganho de margem EBITDA, que, no período, foi de 43,9%, 6,1 pontos percentuais acima da registrada no primeiro trimestre de 2021 — mesmo com o aumento na depreciação, dada a volta do consumo em patamares pré-pandemia. Daqui para frente, o foco estará em inovação e tecnologia para melhorar esse índice à medida em que a companhia cresce, automatizando, por exemplo, o processo de revisão de carros. 

Dívida e planos para o futuro

Para financiar essa expansão, o serviço da dívida da companhia foi impactado.  O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 287,3 milhões no período, o que representa crescimento de 274,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O aumento reflete tanto o aumento na dívida líquida — de R$ 1,9 bilhão em relação ao trimestre anterior — quanto o próprio aumento da taxa Selic, que deixa o serviço mais pesado de carregar. A dívida líquida, que soma R$ 8,5 bilhões, equivale hoje a 3 vezes o Ebitda de 12 meses. Nesse cenário, que poderia sugerir uma abordagem mais cautelosa, o CEO da companhia acredita que o momento de colocar o pé no freio ainda não chegou. 

“Como a gente tem ganhado margem, a alavancagem fica sempre sob controle. Se olharmos os dados de março isoladamente a relação entre a dívida e o Ebitda já muda para 2,4 vezes. Daqui para frente, o plano é ter um Ebitda mais alto, que vai trazer espaço para novas captações. Somos mais eficientes, estamos buscando novas fontes de crédito. Mas já temos uma boa reputação com os resultados que mostramos. Captar dinheiro para pagar em dez anos é sinônimo de credibilidade”, diz Franklin. Hoje, o prazo médio da dívida da companhia está em 7 anos, com cobertura do caixa de 3,8 anos. 

Uma das novas linhas a serem exploradas pela companhia com o dinheiro é a da mobilidade sustentável. No trimestre, a companhia teve a captação de R$ 1 bilhão em uma debênture, além da aprovação de US$ 160 milhões em linha de crédito com o Banco Inter-americano de Desenvolvimento (BID), com parte do montante disponibilizado para projetos dessa agenda. Além disso, em abril, a companhia também se aliou a outras oito empresas em uma iniciativa liderada pela 99 para fomentar a infraestrutura de mobilidade sustentável no país.

O grosso do crescimento nos próximos anos estará, entretanto, na linha de varejo da empresa (RAC). No trimestre, a companhia foi a única a ganhar participação de mercado, segundo dados da Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis. 

O diferencial competitivo, nas palavras dele, está no fato de que a Movida transformou a frota há dois anos e “isso dá uma distância grande entre a companhia e a concorrência”. A maior parte do crescimento deve continuar vindo de forma orgânica, com aumento na quantidade de automóveis e a meta de inaugurar 100 novas lojas nos próximos anos. Ao mesmo tempo, a companhia está de olho no que o mercado tem a oferecer — principalmente em relação a companhias de nicho, como foi o caso da Marbor, adquirida por R$ 130 milhões em dezembro e cujo processo de aquisição foi finalizado em abril.

Essa deve ser a base para um ciclo de crescimento ainda maior do que o atual, segundo Franklin. Sem dar detalhes, o executivo afirma: “Fizemos um plano para dobrar a companhia em três a cinco anos e entregamos com pouco menos de três anos. Estamos preparados para o próximo ciclo, que deve ser ainda maior do que o que está acontecendo hoje”, diz. 

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