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Itaú: presidentes do atacado e do varejo pedem demissão

Ambos eram cotados para a sucessão de Cândido Bracher, mas eleito foi Milton Maluhy

A saída de Cândido Bracher da presidência do Itaú Unibanco terá como consequência uma completa renovação nas grandes lideranças da instituição, o maior banco privado do país. Dos seis principais líderes, quatro deixam a casa. A instituição informou também há poucos dias o sucessor escolhido para a posição: Milton Maluhy Filho. Ele assume a cadeira apenas em fevereiro. Com 18 anos de banco, nem precisou tomar posse do cargo para que as baixas naturais de processos tão grandes como esse já começassem. Nesta quinta-feira, os presidentes do banco de atacado, Caio Ibrahim, e de varejo, Márcio Schettini, pediram demissão.

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Consultada, a assessoria de imprensa disse que o banco não comentará o assunto, mas confirma a informação. Não haverá um comunicado público sobre as saídas. Houve apenas um comunicado interno do banco. Ibrahim e Schettini ficam até fevereiro e saem junto com Bracher.

Ambos eram cotados para a sucessão do atual presidente. Com a escolha de Maluhy, há cerca de uma semana, rapidamente optaram pela saída. A notícia surpreendeu internamente, pois poucos esperavam esse movimento tão cedo. Ibrahim está à frente do BBA desde janeiro de 2019. Antes foi vice-presidente de riscos e finanças, posição atual de Maluhy, e acumula dez anos dentro da instituição. Já Schettini lidera o varejo desde 2015.

Maluhy terá liberdade de formar seu próprio comitê executivo, conforme o EXAME IN apurou. O grupo é formado pelas seis principais lideranças e, dessas, quatro serão modificadas. Além de Bracher, Ibrahim e Schettini, o comitê tem ainda Cláudia Politanski, vice-presidente de recursos humanos, e André Sapoznik, vice-presidente de tecnologia e operações.  Politanski já havia comunicado sua decisão de sair, por outras razões, bem antes do anúncio do sucessor eleito. O novo presidente também terá de escolher alguém para ocupar a sua posição atual.

Dentro do Itaú Unibanco, a questão, apesar da surpresa com a rapidez da saída de Ibrahim e Schettini, está longe de ser um terremoto. O banco tem um permanente processo de geração de lideranças e desenvolvimento de sucessão, o que permitirá a seleção de talentos da casa para essa nova etapa.

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