IPOs: seis novatas buscam R$ 11 bi ao mesmo tempo

Fila de IPOs na CVM para de crescer com fim da primeira janela do segundo semestre; próxima começa em meados de outubro

O saldo da semana que termina neste sábado, 12, tem apenas um novo IPO na fila de espera da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da companhia G2D Investments —  Go to Digital — da GP Investimentos. A solicitação de registro foi dia 9 e, pronto, os bancos fecharam a fatura dessa janela de ofertas iniciais. Agora, o foco é fazer a fila acumulada até agora, de 52 operações, andar.

Nesse momento, seis companhias disputam atenção dos investidores com suas ofertas na rua: três do setor de construção e incorporação, Cury e Plano & Plano, ambas com a Cyrela como sócia, e ainda Melnick Even; de variedade tem o banco de Ricardo Lacerda, BR Partners;  a Boa Vista Serviços, de gestão e análise de dados; e a Compass, holding do grupo Cosan que controla a Comgás. Juntos, esses seis IPOs podem movimentar perto de 11 bilhões de reais.

Nos dez primeiros dias de setembro, três companhias já estrearam: Lavvi Empreendimentos Imobiliários, a rede de drogarias Pague Menos e a varejista de produtos para animais de estimação Petz, aborvendo um total de quase 5 bilhões de reais. Dessas, só a Petz saiu dentro do intervalo de preços sugeridos, as demais tiveram que reduzir suas pretensões. No ano, a B3 já acumula mais 12 novatas no pregão — oito chegaram após a pandemia.

O fato de apenas uma empresa ter guardado seu lugar nessa temporada de IPOs na semana que passou não é sinal de crise com preços. Nem controle de fluxo de operações. Nada disso. É apenas o fim da primeira janela do segundo semestre deste ano.

A próxima deve começar a esquentar em outubro. Pelos prazos de aprovação da CVM, as empresas precisam entrar com a documentação na autarquia com balanço atualizado até o terceiro trimestre — que termina em setembro. Por isso, a expectativa é que a fila de IPOs volte a crescer de forma mais acelerada do meio para o fim do mês que vem.

 Cesta tech e digital

A G2D é uma de holding de negócios na área digital criada pela GP  uma verdadeira cesta para apoiar e, ao mesmo tempo, ter retorno com todo o movimento de digitalização. A organização da estrutura ocorreu em julho. Assim, como a própria GP, a empresa será listada nas Bermudas e negociada no Brasil por meio de BDRs.

Dentro da G2D foram aportados negócios no ramo das fintechs, como Blu e Sim;paul, até outros tipos de operações digitais, como Quero Educação Serviços de Internet e a Expandig Capital, que será uma espécie de fundo de venture capital dedicado a segmento de tecnologia. Mas as duas vedetes da carteira são a The Craftory, uma empresa de investimentos de capital permanente que tem como foco apoiar novas marcas com potencial disruptivo, e a recém-adquirida participação na CERC-Central de Recebíveis, que fornece infraestrutura para o mercado financeiro de crédito, com serviços de validação, registro e compensação de recebíveis. A oferta será coordenada pelo BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da Exame), que terá ao lado Bradesco BBI e Credit Suisse.

 

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