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Govtech: ‘martelo eletrônico' de R$ 50 bi da PCP chega à cidade de SP

Portal de Compras Públicas fecha parceria com Prefeitura de São Paulo para otimizar licitações de compra de bens e serviços

Elas não são tão populares quanto as Big Techs localizadas no Vale do Silício, nos Estados Unidos, não dominam o imaginário dos aficionados em tecnologia e inovação e estão longe de sacudir pregões nas bolsas internacionais em dia de divulgação de resultados. Mas as govtechs ganham espaço no Brasil e ajudam governos em uma tarefa para lá de espinhosa: comprar bens e serviços.

Com essa vocação e mostrando que gênero não é problema para sua identificação, a govtech PCP (Portal de Compras Públicas) chega à prefeitura da maior cidade do país e da América Latina – São Paulo – para otimizar os processos de licitação para compras. A plataforma, que neste ano já recebeu a adesão de 450 prefeituras, tem uma movimentação de fazer inveja aos técnicos dedicados a fechar orçamentos do governo federal. Somente neste ano a PCP transacionou R$ 50 bilhões – montante que supera em mais de 40% o orçamento do Bolsa Família em 2021.

Esse volume de transações implica aumento de 75% em faturamento e de 100% em valores negociados em relação a 2020. Mas crescer não é fácil. No Brasil existem hoje 1.500 startups com potencial para atuar junto ao setor público, mas apenas 80 já trabalham de forma consistente e contínua. Entre os desafios a serem superados estão convencer gestores públicos da importância da inovação e da tecnologia até enfrentar e superar dificuldades no ambiente regulatório dos diferentes níveis de governo – federal, estadual e municipal.

Para o Portal de Compras Públicas – dono da maior plataforma privada de pregão eletrônico do país que atende 1.900 municípios –, a parceria com São Paulo é considerada um marco em seu esforço para transformar o ecossistema de compras públicas no Brasil.

Consolidação

A parceria com a capital paulista foi firmada com o apoio do SEBRAE-SP que pretende capacitar pequenos empreendedores para participar das operações com prefeituras e órgãos públicos com o objetivo de dinamizar as economias locais e regionais. O fio condutor para consolidar essa atuação é o Consórcio Empreendedor – um programa de políticas públicas que oferece um portfólio gratuito de produtos e serviços a todos os interessados sobre governança, inovação e compras no setor público.

Leonardo Ladeira, CEO do Portal de Compras Públicas, reconhece a importância da iniciativa e avalia que a adesão da Prefeitura de São Paulo à govtech reforça a consolidação desse modelo de startup no cenário nacional. “Com essa parceria, o Portal dá um importante passo para levar mais transparência e eficiência para a gestão pública, fomentando a inovação tecnológica dentro do governo e o desenvolvimento do empreendedorismo em todo o país”, afirma o executivo.

A govtech PCP, criada por Bruno Ladeira e Leonardo Ladeira, desenvolve ferramentas que viabilizam e facilitam os processos de licitação em pregão eletrônico. As soluções vão da elaboração de modelos de edital e banco de preços até a formação de cadastros de fornecedores e legislação setorial. No ano passado, a PCP recebeu o selo de govtech do BrazilLAB – um reconhecimento de que é uma empresa inovadora para o setor público.

Segundo o BrazilLAB – um hub de inovação criado em 2015 que acelera soluções e conecta o ecossistema de inovação com o poder público e já acelerou mais de 100 startups –, o Brasil já é visto em diferentes rankings internacionais como uma das nações mais empreendedoras da América Latina, mas a transferência dessa aptidão a governos, em todos os níveis, ainda é tímida se comparada a seu potencial. Dados da Associação Brasileira de Startups apontam mais de 13 mil de empresas no setor de tecnologia e startups e preparadas para operações com órgãos públicos.

Guilherme Dominguez, diretor do Programa de Aceleração do BrazilLAB, e Carlos Santiso, do Banco de Desenvolvimento da América Latina, autores do relatório “As Startups GovTechs e o Futuro do Governo do Brasil”, o país é uma referência em inovação voltada às políticas públicas e ocupa o 4º lugar entre 16 países elencados no Índice Govtech 2020.

Os dois especialistas pontuam que embora robusto e em expansão, o segmento de govtechs têm a enfrentar também a disponibilidade de capital para crescer: 90% das startups que atuam com o setor público iniciaram sua operação com recursos próprios dos sócios fundadores.

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