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Capital estrangeiro na B3: 30% do que parecia otimismo é pessimismo

Bolsa corrige dado e derruba saldo de capital externo de R$ 91 bilhões para 64 bilhões, pois somava aluguel de ações como compra indevidamente
Humor na bolsa: ao computar aluguél de estrangeiro como compra, B3 sem querer classificou pessimismo como otimismo - ainda que indiretamente (Reuters/Andrew Kelly)
Humor na bolsa: ao computar aluguél de estrangeiro como compra, B3 sem querer classificou pessimismo como otimismo - ainda que indiretamente (Reuters/Andrew Kelly)
Por Graziella ValentiPublicado em 01/04/2022 18:45 | Última atualização em 01/04/2022 18:45Tempo de Leitura: 4 min de leitura

A B3 anunciou hoje uma correção de 30%, para baixo, no saldo de capital estrangeiro comprador na bolsa em 2022. Com isso, a entrada de recursos estrangeiros no mercado de ações em 2022 cai de R$ 91 bilhões para R$ 64 bilhões — são R$ 27 bilhões a menos. Os dados consideram o acumulado no ano até 30 de março.

O ajuste é fruto de um equívoco que levava a bolsa a tratar os contratos de aluguéis eletrônicos de ações, diretamente na tela, como fluxo. Nenhum contrato de aluguel deve ser considerado como tal. O único dinheiro que circula nesses acordos é o da taxa de aluguel, que varia na média de 2% a 5% do preço para um período de 12 meses (períodos menores são cobrados proporcionalmente).

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A inclusão desse volume nos saldos passou a acontecer em outubro de 2020, quando a B3 começou a oferecer o serviço de aluguel diretamente na tela. A bolsa, em coletiva de imprensa realizada hoje, explicou que os saldos de 2021 e 2020 também terão de ser ajustados, mas ainda não há um prazo. Os trabalhos estão em andamento. Qual tamanho da correção que virá ninguém sabe. Mas, com isso, o saldo relacionado a 2022 perde a comparabilidade com os anos anteriores.

Din Din por Din Din

A correção de fluxos anunciada pela B3 merece, no mínimo, duas interpretações. A primeira é negativa. Não se trata apenas de o fluxo comprador de bolsa por estrangeiros ser 30% menor. É pior do que isso. Quase 1/3 do que seriam investidores compradores de Brasil — logo, otimistas — são na verdade vendedores —  pessimistas. O aluguel de ações é um contrato feito quando um investidor tem interesse em ficar “vendido” em uma ação ou índice, ou seja, em apostar na queda de seu valor.

A segunda conclusão dessa correção da bolsa é o outro lado da moeda. Parte do saldo que parecia ser de vendedores, não é. Os investidores que concedem a ação em aluguel estavam aparecendo nos fluxos como vendedores. Aqui uma questão relevante: os contratos de aluguéis são normalmente cedidos por investidores com perfil de longo prazo. Aqueles que acreditavam e continuam acreditando no Brasil, mas quer fazer uma renda extra com sua posição aplicada.

Assim, o investidor nacional não está assim tão pessimista quanto parecia. O saldo de venda dos institucionais no ano foi reduzido em 18%, para R$ 60 bilhões, e dos investidores pessoas físicas, em 54%, para apenas R$ 12 bilhões.

Surpreende bastante que os pequenos investidores estejam mais resilientes do que pareciam, para migrar seus recursos para a renda fixa, e que, além disso, aprenderam a como fazer operações que ajudam no cômputo da rentabilidade total — como os aluguéis — para investimentos de longo prazo.

O pequeno investidor brasileiro, que parecia ter tirado R$ 26 bilhões da B3 até dia 30 deste mês, na verdade retirou apenas R$ 12 bilhões.

Por que o aluguel é sinal de pessimismo?

Qual a mecânica usada pelos "vendidos" dentro das regras brasileiras? O investidor, como primeiro passo, aluga uma ação. E então passa a desfrutar dos direitos desse ativo, como um locatário do espaço de uma casa. Entre esses direitos está o de vender o papel. Na prática, ele vende algo que não tem.

Então, primeiro ele vende, ao preço atual de mercado (com base no papel locado). O aluguel custa uma diminuta fração do preço do ativo. Quando o contrato de aluguel terminar, esse investidor vai no mercado e compra a ação para devolvê-la ao dono original. A expectativa, se a tendência de queda se concretizou, é que o investidor vendeu uma ação antes de realmente tê-la e recebeu mais por isso do que custou adquirir o papel para devolvê-lo ao dono ao fim do contrato.

É por isso que inversões de tendências negativas para ações — quando surge uma notícia positiva inesperada — geram compras às pressas. Aqueles que estavam apostando na queda dos papéis precisam correr para realmente comprar a posição o quanto antes, já que a ação pode continuar subindo, para poder devolvê-las a quem as cedeu como aluguél.

Agora, é preciso aguardar a B3 para qualquer conclusão sobre a quantas anda o humor do estrangeiro com a bolsa na comparação com 2021 e 2020.

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