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BTG Pactual: lucro recorde de R$ 1,7 bi reflete novo patamar do banco

Resultado reflete expansão e aprofundamento das relações com clientes

O BTG Pactual (do mesmo grupo que controla a Exame) teve o maior lucro líquido de sua história em um trimestre: R$ 1,7 bilhão. O volume equivale a um crescimento superior a 70% na comparação anual e de cerca de 43% ante o primeiro trimestre do ano. Com isso, o retorno sobre capital (ROE) anualizado do período alcançou 21,5% — superior ao dos dois maiores bancos privados do país e comparável apenas ao Santander.

A evolução da instituição também pode ser vista no crescimento patrimonial. O patrimônio líquido terminou junho acima de R$ 35 bilhões, comparado a R$ 25,6 bilhões um ano antes. O volume reflete as capitalizações realizadas no intervalo, que aceleraram a expansão das atividades, e também os lucros retidos.

A percepção do mercado é que o BTG Pactual mudou de patamar como instituição financeira. Internamente essa também é a leitura da gestão do banco, e o que trouxe mais satisfação em relação ao resultado, para além dos números em si. A mensagem que a administração passou aos funcionários é de que o desempenho está diretamente relacionado ao aprofundamento da relação com a franquia de clientes e ao investimento em tecnologia.

Em recente comentário no LinkedIn, o presidente da instituição, Roberto Sallouti, destacou que cerca de 50% do total de colaboradores do grupo financeiro hoje são da área de tecnologia. “Já podemos chamar de banktech?”, provocou ele.

Houve crescimento em todas as áreas de atuação, levando a receita líquida total a R$ 3,77 bilhões de abril a junho, o que representa uma expansão de 52% sobre igual intervalo de 2020 e de 35% de um trimestre para o outro.

O segmento de investment banking teve expansão de 42% na receita do primeiro para o segundo trimestre, alcançando R$ 685 milhões (+209% na base anual). Essa linha inclui a atividade não apenas nas emissões de ações,  como também nas emissões de dívida e ainda a forte presença no aquecido mercado de fusões e aquisições.

O desempenho de sales and trading registrou crescimento de 55%, para R$ 1,25 bilhões de março a junho, na comparação com o primeiro trimestre. O banco destaca que o número reflete a atividade de clientes e que o período registrou o menor VaR (o indicador de risco que estima a perda potencial) da história.  Esse fato reforça que o resultado veio da atividade dos clientes e não é fruto de uma aposta da mesa, de um posicionamento direcional.

Bancão

Outra frente que chamou atenção no segundo trimestre e contribuiu para a percepção de que o banco mudou de tamanho é a carteira de crédito. A receita com essa atividade mais que dobrou na comparação anual e teve alta de 18% num período de apenas três meses, totalizando R$ 655 milhões de abril a junho.

A carteira de crédito expandida quase alcançou seis dígitos e fechou o intervalo em R$ 97,7 bilhões, comparado a R$ 93,1 bilhões da posição de março e aos R$ 66,2 bilhões de um ano atrás.

Captação

O BTG Pactual também mantém forte a captação de recursos nas áreas de asset management e wealth management, o que representa o fortalecimento da plataforma do BTG Digital e também da operação de varejo BTG+. A entrada de recursos novos somou R$ 98 bilhões no segundo trimestre, o que fez o total acumulado em 12 meses atingir R$ 257 bilhões.

A instituição divulga apenas o volume total sob gestão de ambas as áreas que geram receita, ou seja, que rendem pagamento de fee seja por taxa de gestão ou administração. Ativos de carteiras alocadas no banco mas que não resultam em performance não são divulgados. A receita somada de gestão de recursos, mais wealth e varejo alcançou R$ 645 milhões, uma expansão de 15% na comparação com o primeiro trimestre e de 63% ante o mesmo intervalo de 2020.

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