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Arezzo&Co: lucro líquido 94% maior com digital e fim da pandemia

Lucro reflete expansão de 67,9% na receita e maior eficiência com escala operacional
Arezzo: foco em crescimento das marcas "dentro de casa" e no consumidor de alta renda sustentam crescimento (Exame/Germano Lüders)
Arezzo: foco em crescimento das marcas "dentro de casa" e no consumidor de alta renda sustentam crescimento (Exame/Germano Lüders)
Por Karina SouzaPublicado em 05/05/2022 19:30 | Última atualização em 05/05/2022 19:50Tempo de Leitura: 6 min de leitura

A volta à vida “normal” após a pandemia e a capacidade de produção em dia trouxeram ganho de lucro líquido inédito para a Arezzo&Co. A última linha do balanço registrou expansão de 94,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a R$ 58 milhões. O indicador foi impactado de forma positiva pela retomada do consumo — gastos represados na pandemia pelas classes A e B, principal alvo da empresa — e, na ponta negativa, pelo aumento das despesas financeiras relacionadas à expansão da companhia e pelo câmbio, que diminuiu os ganhos com a operação internacional. Mesmo assim, o grupo ganhou margem no período. 

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Analisando linha a linha, a receita líquida subiu 67,9% na comparação anual, chegando a R$ 839,5 milhões no primeiro trimestre. Em entrevista ao EXAME IN, Rafael Sachete, CFO da Arezzo&Co, relaciona o ganho expressivo ao posicionamento de marca da companhia e ao público-alvo que atinge. “O cenário macro ainda está marcado pelo desemprego e juros altos, mas é uma dinâmica que nos afeta de forma diferente, porque estamos de olho nas classes A e B e temos percebido recuperação mais rápida do consumo desse público. Além disso, tivemos um desempenho de vendas muito bom. Marcas maduras como Arezzo e Schutz cresceram 39% no trimestre e outras dobraram de tamanho, como Vans, Reserva e Alexandre Birman. Esse conjunto de bons desempenhos nos traz o resultado atual”, diz.

Todas as marcas cresceram em pelo menos dois dígitos a receita no período. As principais são Arezzo (R$ 306,7 milhões) e Schutz (R$ 265 milhões), com crescimento de 37,4% e de 55,2%, respectivamente. Entre as que mais cresceram, está a AR&CO — conjunto de marcas que compreende Reserva, INK e BAW — com faturamento de R$ 197 milhões, 118,3% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. E também a Alexandre Birman, que dobrou de tamanho do ano passado para cá, com receita global de R$ 46,5 milhões. A marca ainda fica atrás da Ana Capri, que faturou R$ 74,3 milhões no período, crescimento de 26,3%. 

Os resultados mostram que a companhia deve continuar investindo em plataformas digitais para a melhor integração aos canais físicos e impulsionar vendas. A receita de compra dos clientes omnicanal subiu 44% em relação ao mesmo período do ano anterior. Olhando só para o online, as vendas via web commerce somaram R$ 223 milhões em receita, número 41% maior do que o do mesmo período do ano anterior. O app da Arezzo&Co tem 2,1 milhões de downloads, 238% mais do que no mesmo período do ano passado. Além disso, houve ganho de 11,5% no tíquete médio do consumidor digital. 

Em relação aos canais, a retomada das lojas físicas beneficia a companhia, mas há grande destaque no balanço para as vendas digitais também. No trimestre, a receita total gerada pela web foi de R$ 223 milhões, aumento de 41% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Nos primeiros três meses do ano, a vertical digital já é a segunda maior em participação da receita (27,7%) e fica atrás somente das franquias (31%). Vale lembrar que a Arezzo&Co lançou neste ano uma incubadora de startups e estuda tendências como metaverso e criptomoedas como formas de expandir a receita no ambiente digital, sem descuidar do físico.

A gestão dos canais, inclusive, é um dos pontos mencionados pelo executivo para o crescimento acompanhado de ganho de margem no período: o Ebitda ajustado cresceu 106,6% no período, para R$ 133 milhões, com a margem do mesmo indicador aumentando 2,9 pontos percentuais. De olho no futuro, o executivo afirma que há mais eficiência por vir, por um combo de fatores: gestão de custos com o ganho de escala de marcas menores e aumento das vendas digitais. “Vendemos por um canal próprio, tanto no site quanto na loja e conseguimos vender grande parte disso a preço cheio. Quando eu vendo online eu tenho custos maiores de mkt digital e logística, mas tenho a margem full do cliente, porque consigo aproveitar a estrutura já existente de lojas para expandir”, afirma Sachete.

Além disso, o executivo destaca a maturidade da operação nos Estados Unidos como um ponto que pode contribuir com a rentabilidade ao longo do tempo. A operação americana foi afetada pela queda do dólar no primeiro trimestre, mas, ainda assim, a receita bruta atingiu o patamar recorde de R$ 110 milhões, dobrando de tamanho em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda foi de R$ 4 milhões, com margem de 4,8%. Para completar, está o desempenho das marcas, principalmente da AR&CO. “Estamos investindo em projetos futuros que ainda não geram receita, mas têm pessoal alocado para desenvolvê-los, como Reserva Girl, e que podem gerar muito valor mais para a frente. Isso sem falar em projetos nas verticais mais maduras, como a loja de Schutz Vestuário, inaugurada há poucos dias”, afirma.

Esses pontos são a chave para manter a rentabilidade mesmo com o aumento de despesas administrativas no trimestre: o SG&A, como é chamado o conjunto dessas despesas no jargão, cresceu 66% em relação ao mesmo período do ano passado, mas a expansão acelerada da receita fez com que representasse 41,4% do faturamento, valor quase igual ao registrado no mesmo período do ano anterior. 

Garantir que tudo isso aconteça em um ambiente de juros elevados é um desafio e, para se preparar para ele, a companhia já conta com o caixa reforçado pelos recursos do follow-on. Atualmente, a posição de caixa da companhia é de R$ 710 milhões e o endividamento, como resultado desses recursos, foi reduzido de R$ 535 milhões no último trimestre do ano passado para R$ 284 milhões neste ano — trazendo uma alavancagem de 0,6x. Além disso, a companhia também projeta um cenário mais "flat" de variação cambial. 

Como resultado de tudo isso, a expectativa da companhia é de manter crescimento nos mesmos patamares do apresentado nos primeiros três meses do ano. Já no segundo semestre, diante da base de comparação mais forte, a expectativa é de percentuais menores do que os registrados nos primeiros três meses do ano. “Mesmo assim, vemos crescimento expressivo para todas as marcas do grupo”, diz Sachetti.