ESG

Pele impressa e máquinas batizadas de divas pop: conheça o laboratório do Boticário

Letícia Ozório

17 de junho de 2026 às 10:11

Grupo Boticário /Divulgação

Como testar cosméticos sem usar animais? No Grupo Boticário, a resposta passa por peles 3D, bioimpressão e ferramentas digitais. A empresa deixou de realizar testes em animais em 2001, mais de duas décadas antes da proibição por lei.

Letícia Ozório/Exame

A fabricante foi a primeira do Brasil a desenvolver uma pele 3D a partir de tecidos humanos reconstituídos. As células são obtidas de tecidos descartados após cirurgias plásticas, sempre com consentimento dos doadores.

Grupo Boticário /Divulgação

Desenvolvida desde 2012, a pele 3D reproduz as características da pele humana. A tecnologia permite avaliar segurança, irritação e eficácia dos produtos.

null/

Hoje, a fabricante reúne mais de 59 metodologias alternativas para testes. Para ampliar essas soluções, o Grupo Boticário captou R$ 2 bilhões em títulos sustentáveis. Parte do valor está ligado a chegar a 70 métodos alternativos para testes até 2030.

A bioimpressão 3D acelera os testes ao usar células, proteínas e fatores de crescimento para recriar estruturas da pele. A tecnologia permite incluir características como folículos capilares para simular cenários mais próximos da realidade.

by wildestanimal/Getty Images

Além da segurança para consumidores, a área de inovação avalia impactos ambientais. Ferramentas digitais analisam riscos para corais, algas e peixes, verificando se ingredientes podem causar toxicidade ou se acumular nos organismos aquáticos.

null/

Nem só de ciência vive o centro de inovação. Para identificar equipamentos de purificação com nomes técnicos parecidos, a equipe colou fotos de divas pop como Rihanna, Beyoncé, Anitta, Ariana Grande, Madonna e Taylor Swift nos aparelhos usados no laboratório.

Leia a matéria completa: