Negócios

Empresa de Israel compra startup paulista de R$ 150 milhões para fazer pessoas passearem de ônibus

Daniel Giussani

15 de maio de 2024 às 18:31

Depois de um período conturbado na pandemia, com algumas empresas do setor quebrando e outras reduzindo suas frotas, o setor de transporte rodoviário de pessoas voltou a crescer, apoiado, principalmente, numa demanda reprimida.

Foto: Breno Moraes, da Brasil By Bus (Fabiano Accorsi / EXAME PME/)

Quem cresceu também foram as empresas que fazem parte desse ecossistema. Uma delas é a DeÔnibus, um marketplace de passagens rodoviárias criado em 2012. A empresa faturou 150 milhões de reais em 2023, um crescimento de cerca de 50% em relação ao ano anterior.

Foto: (sem legenda) (null/)

Fundada em 2012, inicialmente como BrasilbyBus, a DeÔnibus foi criada por dois irmãos paulistas: Mariana Malveira e Breno Moraes. Ambos tinham vontades em comum: viajar o mundo e empreender.

À época, o ecossistema de startups começava a dar as caras no Brasil, mas tudo era ainda muito incipiente. Tanto é que Breno e Mariana tentaram alguns aportes para dar um gás para o negócio, mas o primeiro dinheiro entrou mesmo dos clientes, durante a Copa do Mundo de 2014.

Quando saíram os lugares dos jogos da Copa do Mundo do Brasil, em 2014, milhares de estrangeiros começaram a pesquisar na internet como se deslocar entre um e outro Estado. Na época, porém, ainda havia poucas plataformas que permitissem a compra das passagens pela internet.

. Uma delas era a BrasilByBus, agora DeÔnibus.

Foto: Motoristas param todos os terminais de ônibus de São Paulo (Oswaldo Corneti/Reprodução)

Com uma rede de 300 operadoras de ônibus e milhares de rotas, a empresa cobre mais de 80% do território brasileiro, servindo 30 milhões de viajantes por ano.

Com os bons números, a empresa dará agora um passo para sua expansão internacional. Ela acaba de ser adquirida pela israelense Travelier, líder global em tecnologia de viagem para transporte terrestre e marítimo.

O valor da negociação não foi informado, mas a operação continuará independente, inclusive mantendo a equipe que trouxe os bons resultados até aqui.

Empresa de Israel compra startup paulista de R$ 150 milhões para fazer pessoas passearem de ônibus