André Martins
12 de março de 2025 às 18:18
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), que é o indicador oficial da inflação no Brasil, fechou o mês de fevereiro com alta de 1,31%, aceleração de 1,15 ponto percentual em comparação ao índice de 0,16% registrado em janeiro.
Esta é a maior alta para um mês de fevereiro desde 2003 (1,57%) e a maior taxa desde março de 2022 (1,62%).
O IPCA acumula alta de 5,06% nos últimos 12 meses, valor inferior aos 4,56% observados no período anterior. Em fevereiro de 2024, a variação foi de 0,83%.
Aceleração foi puxada pelo aumento de 16,80% na energia elétrica residencial, que exerceu um impacto de 0,56 ponto percentual (p.p.) no índice. O grupo Habitação, que acelerou de -3,08% em janeiro para 4,44% em fevereiro, exerceu o maior impacto (0,65 p.p.) no índice do mês.
“Essa alta se deu em razão do fim da incorporação do Bônus de Itaipu, que concedeu descontos em faturas no mês de janeiro. Com isso, o subitem energia elétrica residencial passou de uma queda de 14,21% em janeiro para uma alta de 16,80% em fevereiro”, explica Fernando Gonçalves,
A maior variação foi registrada no grupo Educação, com uma alta de 4,70%, o que representou um impacto de 0,28 p.p. no índice geral. Gonçalves destaca que esse aumento ocorreu devido aos reajustes nas mensalidades escolares no início do ano letivo
O grupo Alimentação e Bebidas apresentou variação de 0,70% e impacto de 0,15 p.p., desacelerando em relação ao mês de janeiro, quando foi registrada variação de 0,96%. Entre as altas, destacam-se o ovo de galinha, com aumento de 15,39%, e o café moído, que subiu 10,77%