15 de maio de 2025 às 14:21
O sino que tradicionalmente anuncia a chegada de novas empresas à bolsa de valores, celebrando um IPO, parece ter emudecido e acumulado poeira na B3. Pior ainda, o movimento tem sido exatamente o oposto, com companhias fazendo as malas e dando adeus ao nosso mercado de ações.
Acompanho o mercado brasileiro há muitos anos e, confesso, o cenário atual me inquieta profundamente. Vimos um pico de euforia levar o número de companhias listadas a 463 em dezembro de 2021, impulsionado por muitas estreias.
Desde então, a maré virou. Em meados de 2024, o número havia caído para 429, chegando a 421 no início de 2025. Perdemos mais de 40 empresas em pouco mais de três anos.
E por que isso deveria importar além da Faria Lima? Bem, um mercado de capitais que encolhe não é um problema isolado. É um sinal de alerta para toda a economia real.
Menos empresas na bolsa significa, na prática, menos acesso a capital para investimento em expansão, tecnologia e inovação. Isso se traduz diretamente em menor capacidade de financiar o crescimento, o que leva a menos empregos e a um país menos dinâmico para todos nós.