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Linha 2-Verde do Metrô: tatuzão inicia nova fase de escavação; saiba onde serão novas estações

Estadão Conteúdo

28 de março de 2024 às 17:11

Foto: (sem legenda) (Governo de SP/Divulgação)

Iniciando a escavação até a futura Estação Anália Franco da Linha 2-Verde da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) o maior tatuzão da América Latina, apelidado de ‘Cora Coralina’, retomou suas atividades na segunda-feira, 25, de acordo com a companhia.

Após construir o primeiro trecho de túnel da linha férrea, com 654 metros de extensão, a tuneladora partiu do canteiro da Vila Formosa para escavar e instalar os anéis de concreto em cerca de 800 metros até Anália Franco, passando antes pelo VSE Coxim, que é um poço intermediário

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Segundo o Metrô, a ampliação da Linha 2-Verde ocorre entre a Vila Prudente e a Penha, para construir mais 8,4 km (sendo 8 km operacionais) de vias e oito novas estações, cruzando a zona leste de São Paulo. O Complexo Rapadura é um pátio de manobras.

Ao todo, 1,2 milhão de pessoas serão beneficiadas com 8 novas estações, segundo o governo: Orfanato, Santa Clara, Anália Franco, Vila Formosa, Santa Isabel, Guilherme Giorgi, Aricanduva e Penha. A expansão tornará a Linha 2-Verde a mais extensa do sistema com 23 quilômetros.

"A meta é concluir a primeira etapa, de Vila Prudente a Vila Formosa, até 2026, enquanto o segundo trecho, de Vila Formosa a Penha, está previsto para 2027", estima a companhia. A obra conta com investimento exclusivamente do governo estadual em torno de R$ 13,4 bilhões.

Foto: Tuneladora durante obra no metrô de São Paulo (Governo de SP/Reprodução)

O tatuzão tem cerca de 100 metros de comprimento e 500 toneladas para escavar e revestir com anéis de concreto a extensão de 7,5 km de túneis. "Essa tuneladora tem capacidade para escavar e revestir até 15 metros por dia, por meio de sua roda de corte de 11,66 metros de diâmetro,

Batizado de “Cora Coralina”, este tatuzão é o maior equipamento do tipo em operação na América Latina. Cerca de 150 pessoas, entre engenheiros, mecânicos, técnicos e eletricistas, trabalham na máquina em três turnos diários.