6 de fevereiro de 2026 às 15:22
O mercado de imóveis de luxo no Guarujá entrou em fase difícil. Casas de alto padrão estão encalhadas — e descontos já chegam a 40%.
A cidade, que por décadas foi destino da alta renda paulista, enfrenta hoje um cenário de excesso de oferta, custos altos e menor procura.
No condomínio Jardim Acapulco, um dos mais tradicionais da região, estima-se que metade das casas esteja à venda.
A liquidez é baixa: imóveis podem levar de 3 a 4 anos para encontrar comprador, muitas vezes com reduções de 15% a 20% no preço.
Em casos mais extremos, os descontos chegam a 40%. Para vender, proprietários têm sido obrigados a reposicionar os imóveis e cortar valores.
Além da oferta elevada, fatores como insegurança urbana e o alto custo de manter uma casa de praia têm afastado compradores.
Manter um imóvel desse porte envolve condomínio, segurança, manutenção, equipe de apoio e impostos — um custo alto para uso ocasional.
Outro fator é a concorrência. Destinos como a Riviera de São Lourenço passaram a atrair parte do público que antes comprava no Guarujá.
Especialistas avaliam que o mercado não entrou em colapso, mas está em ajuste: para vender, é preciso alinhar expectativas e aceitar que o cenário mudou.