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"Falta maturidade para o Brasil ter um BC independente", diz Fernando Siqueira, head da Guide

Guilherme Guilherme

5 de julho de 2024 às 18:05

Foto: (sem legenda) (Tero Vesalainen/Getty Images)

Nada tem mexido mais com os preços do mercado brasileiro do que as sinalizações do governo. Discursos mais agressivos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o mercado e a independência do Banco Central têm sido os principais causadores de volatilidade nas últimas semanas.

Foto: Edifício-Sede do Banco Central em Brasília. (Marcelo Casal/Agência Brasil)

Com o dólar chegando a tocar a máxima em 30 meses, indo a R$ 5,70. Com a aproximação das eleições municipais, Lula tem concedido uma série de entrevistas a veículos regionais, nas quais voltou a criticar duramente o atual patamar da taxa de juros.

E o clamor de investidores por uma maior responsabilidade fiscal. Ele afirmou que deseja fazer o ajuste fiscal sobre a rentabilidade dos bancos e declarou que "quem quer o BC autônomo é o mercado".

Foto: Investir em fundos multimercado é seguro? (Getty/Getty Images)

A independência do Banco Central foi definida durante o governo de Jair Bolsonaro, com mandatos descasados do Executivo. Pelo regime atual, o presidente Roberto Campos Neto permanecerá até o fim de 2024.

Foto: (sem legenda) (Alistair Berg/Getty Images)

A partir do próximo presidente do BC, indicado por Lula, o mandato será de quatro anos. O próximo governo, portanto, não poderá substituí-lo durante dois anos. O mandato descasado foi elogiado pelo mercado por garantir maior independência ao Banco Central.

Foto: (sem legenda) (Nomad/Divulgação)

Porém, na avaliação de Fernando Siqueira, head de research da Guide Investimentos, ainda falta "maturidade política" para o Brasil ter um BC independente.

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