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Como esta gestora brasileira surfou onda das bolsas americanas e rendeu 400% em 5 anos

Guilherme Guilherme

23 de junho de 2024 às 15:52

A disparidade de desempenho entre os mercados brasileiro e americano voltou a se evidenciar na última semana. Nesse cenário, a gestora carioca Arbor Capital tem alcançado a maior rentabilidade de sua história.

Foto: Leonardo Otero, sócio e gestor da Arbor Capital (André Valentim/Exame)

Desde o início, em 2015, o principal fundo da casa acumula 475% de retorno contra 160% do S&P 500 e 132% do Ibovespa. A maior geração de alfa ocorreu a partir de 2019, primeiro ano completo do atual gestor e sócio da Arbor, Leonardo Otero.

Nesses pouco mais de cinco anos, o fundo rendeu 400%, contra 118% do S&P e míseros 32% do Ibovespa.

Foto: (sem legenda) (/Getty Images)

Apple e Microsoft, que na época atingiam pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado, já mais do que triplicaram de preço. Otero conta que, até hoje, a Microsoft ocupa posição relevante na carteira do fundo.

"A Microsoft está há oito anos na carteira. Ela representa a tendência em inteligência artificial, e, por ser AAA (nota de crédito), consegue empréstimos com o mesmo custo do governo americano. É muito difícil não ter um retorno satisfatório com uma ação dessas", conta o gestor.

Foto: Arm: monopólio na indústria de chips para smartphones sustenta crescimento baixo ao longo dos próximos anos (mailsonpignata / 500px/Getty Images)

Dado os níveis de preços, Otero prefere as ações da TSMC, empresa de Taiwan que fabrica os chips da Nvidia, Apple e outras desenvolvedoras. A companhia, que é uma das grandes apostas da Arbor, subiu cerca de 70% no ano e mais de 300% desde 2019.

"Ao investir em TSMC, ficamos muito mais protegidos da discussão sobre quem será a liderança tecnológica. E a grande barreira de entrada da TSMC é que ela é 20 vezes maior do que a segunda maior fabricante do setor", explica Otero.

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