6 de fevereiro de 2026 às 15:03
Você abriria mão de uma fortuna para proteger a natureza? Um britânico fez exatamente isso — e mudou o destino de uma ilha inteira.
Em 1962, Brendon Grimshaw comprou a Île Moyenne, nas Seicheles. Na época, a ilha era árida, sem fauna e com a vegetação devastada.
Em vez de explorar o local, ele decidiu restaurá-lo. Ao lado do morador local René Lafortune, começou um trabalho que duraria quase 40 anos.
O projeto foi manual e paciente: abertura de trilhas, replantio de espécies nativas e recuperação do solo. Ao todo, mais de 16 mil árvores foram plantadas.
Com a floresta voltando, a vida também retornou. A umidade aumentou, o solo se regenerou e diversas espécies reapareceram naturalmente.
Um dos destaques foi a presença de tartarugas-gigantes das Seicheles, ameaçadas de extinção. A ilha virou um santuário — e sem cercas.
Grimshaw recusou propostas milionárias para transformar o local em atração turística. Preferiu manter a integridade ambiental da ilha.
Hoje, a Île Moyenne é citada por ambientalistas como um exemplo raro: uma regeneração ambiental bem-sucedida, sem apoio estatal ou grandes patrocínios.