WhatsApp vai permitir acesso a quem não concordou com novos termos de uso

A empresa americana atendeu à recomendação e se comprometeu a conversar com o Cade, ANPD, Senacon e MPF para discutir os pontos de preocupação
 (Thiago Prudêncio/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)
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Agência O Globo

Publicado em 14/05/2021 às 19:20.

Última atualização em 14/05/2021 às 19:29.

Depois de receber uma recomendação de quatro órgãos públicos de fiscalização na semana passada, o WhatsApp se comprometeu a não proibir o acesso de usuários ao aplicativo mesmo que eles não tenham concordado com a nova política de privacidade. A nova norma deve entrar em vigor neste sábado e a empresa não fará nenhuma restrição de uso do aplicativo pelos próximos 90 dias.

Neste período de 90 dias após a entrada em vigor da política, a empresa americana assumiu o compromisso de colaborar com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Ministério Público Federal (MPF), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para discutir os pontos de preocupação apresentados por elas.

Nesse processo, órgãos devem fazer novas análises e questionamentos. De acordo com nota da ANPD, o WhatsApp se colocou à disposição para “prestar esclarecimentos em relação às recomendações”.

Em um documento conjunto, os órgãos recomendaram que a empresa adiasse a implementação da nova política, citando preocupações com a privacidade dos dados pessoais, do direito dos consumidores e com o efeito na concorrência do mercado.

Na semana passada, o WhatsApp informava que ninguém teria as contas excluídas já neste sábado, mas os usuários receberiam “persistentes” avisos e teriam suas funções no aplicativo “gradativamente limitadas”.