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Uma em cada quatro fabricantes de eletrônicos já interrompeu a produção

Pesquisa da Abinee mostra que 24% das empresas do setor no Brasil paralisaram parte das linhas de montagem por causa da crise do novo coronavírus

Fábrica da Multilaser em Minas Gerais: as empresas de eletroeletrônicos esperam uma queda de 34% na produção no primeiro trimestre (Germano Lüders/Exame)

Fábrica da Multilaser em Minas Gerais: as empresas de eletroeletrônicos esperam uma queda de 34% na produção no primeiro trimestre (Germano Lüders/Exame)

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Filipe Serrano

2 de abril de 2020, 12h15

A fabricação de produtos eletroeletrônicos tem tido uma redução considerável no Brasil por causa da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Quase uma em cada quatro empresas do setor de eletroeletrônicos (24%) já relata que está com suas operações paralisadas parcial ou totalmente.

O número faz parte de uma sondagem da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) realizada com 60 empresas do setor entre os dias 23 e 25 de março.

Na pesquisa anterior, divulgada em 9 de março, somente 6% das empresas relatavam algum tipo de paralisação de sua linha de produção.

Segundo a Abinee, o resultado da sondagem revela que, se antes a maior dificuldade das empresas do setor era a interrupção do recebimento de peças e componentes vindos da China, agora as fabricantes estão tendo de lidar com as medidas de prevenção ao novo coronavírus.

Das empresas que relatam algum tipo de paralisação, 42% afirmam que a interrupção é total. E 58% afirmam que ela é apenas parcial.

O estudo da Abinee também indica que 30% das empresas relatam que não vão conseguir atingir as metas de produção para o primeiro trimestre. Na sondagem anterior, eram 21%. A estimativa é de uma queda de 34% em relação à produção projetada.

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