Tecnologia

Starlink lança antena residencial mais leve, mas reduz velocidade máxima

Novo Starlink V5 pesa 1,1 kg, consome até metade da energia da versão anterior e estreia nos EUA sem previsão de chegada ao Brasil

André Lopes
André Lopes

Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 16 de julho de 2026 às 10h20.

Última atualização em 16 de julho de 2026 às 10h21.

A Starlink anunciou na quarta-feira, 15, uma nova versão de seu equipamento residencial de internet via satélite, com antena menor e mais leve, mas velocidade máxima de download, transferência de dados da rede para o usuário, inferior à do modelo anterior. Chamado de Starlink V5, o aparelho foi apresentado pela empresa em uma publicação no X.

A nova antena mede 384 x 306 x 34 milímetros e pesa 1,1 kg. O peso representa menos da metade dos 2,9 kg do Starlink V4, lançado em 2023, que tem dimensões de 594 x 383 x 39,7 milímetros.

O formato aproxima o novo modelo da Starlink Mini, antena portátil voltada a instalações temporárias e ao uso em movimento. A empresa, porém, afirma que o V5 não foi projetado para funcionar em veículos.

O consumo de energia caiu da faixa de 75 W a 100 W para entre 35 W e 50 W, mudança que pode facilitar instalações alimentadas por painéis solares, baterias ou nobreaks, equipamentos que mantêm aparelhos ligados durante interrupções no fornecimento elétrico.

Em contrapartida, a velocidade máxima de download divulgada pela empresa passou de mais de 400 Mb/s para mais de 375 Mb/s. A diferença tende a ter pouco impacto para a maior parte dos usuários, porque o desempenho real da conexão depende de fatores como congestionamento da rede, localização da antena e capacidade disponível em cada região.

A ficha técnica mantém o campo de visão de 110 graus, a certificação IP67 Tipo 4, relacionada à proteção contra poeira e água, e a faixa de funcionamento entre -30°C e 50°C.

O equipamento será vendido com o Wi-Fi 6 Router Mini, roteador sem fio mais compacto que o incluído no conjunto anterior. Segundo a Starlink, o aparelho cobre uma área de até 204 m² e permite a conexão simultânea de até 235 dispositivos.

Com a redução da antena e do roteador, o peso total da caixa caiu de aproximadamente 6,45 kg para 3,8 kg, o que deve simplificar o transporte e a instalação em telhados e mastros.

Starlink busca ampliar serviços no Brasil

Ainda não há previsão para o lançamento do Starlink V5 no Brasil, mas a empresa tenta ampliar sua atuação no país por meio de serviços que permitem a conexão direta entre satélites e celulares.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) abriu consulta pública sobre um pedido da Starlink para ampliar sua autorização de uso de radiofrequências. A solicitação busca viabilizar o Direct-to-Device (D2D), tecnologia que permite a comunicação entre satélites e smartphones compatíveis sem a intermediação de torres de telefonia.

A discussão não envolve o lançamento imediato de novos satélites. A Starlink já tem autorização para operar uma constelação de quase 12 mil equipamentos no Brasil. A consulta analisará as condições de uso da faixa S, segmento do espectro de radiofrequências empregado em diferentes serviços de comunicação, e quanto dessa capacidade poderá ser destinado ao D2D.

O processo regulatório não significa que o serviço esteja aprovado ou tenha data para começar a funcionar no país. A consulta pública é uma etapa em que empresas, entidades e consumidores podem apresentar contribuições antes de uma decisão da agência.

A tecnologia de conexão direta vem sendo testada principalmente como alternativa para áreas sem cobertura terrestre e para situações de emergência. Segundo informações divulgadas pela Starlink, mais de 1.600 kits foram enviados para apoiar operações após terremotos na Venezuela. A empresa também afirma ter liberado acesso à internet para famílias afetadas e permitido o envio de mensagens de texto por satélite em locais onde a infraestrutura de telecomunicações foi comprometida.

Os equipamentos foram usados ainda para restabelecer a conexão de torres de telefonia danificadas. Em 2024, durante as enchentes no Rio Grande do Sul, a Starlink também disponibilizou terminais e acesso gratuito à internet para equipes de resgate e serviços essenciais.

A conexão direta com celulares, porém, é um projeto distinto do Starlink V5: enquanto o novo kit depende de uma antena instalada no imóvel, o D2D busca levar serviços básicos de comunicação diretamente ao aparelho móvel.

Em uma publicação no X, a companhia afirmou que o Starlink V5 será oferecido em novas áreas à medida que a produção aumentar. A declaração se refere inicialmente à expansão dentro dos Estados Unidos. A Starlink, controlada pela SpaceX, empresa de exploração espacial fundada por Elon Musk, não informou quais países poderão receber a nova antena posteriormente.

Acompanhe tudo sobre:SpaceXSatélitesInternet móvel

Mais de Tecnologia

Pensando em trocar de celular? Seu smartphone pode ficar ainda mais caro

Como transformar relatórios e planilhas em apresentações com IA

Aprenda a fazer apresentações em minutos: a IA monta a estrutura e você só ajusta

Agendar reunião ficou mais fácil: como usar IA, links de agenda e fuso horário a seu favor