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Sony confirma que exportações do PlayStation 3 à Europa estão bloqueadas

Pela ordem, as cargas do videogame ficarão paralisadas por dez dias, o que põe em risco a distribuição do console na Europa durante ao menos duas ou três semanas

A Sony exporta cerca de 100 mil PS 3 por semana à Europa através das cidades de Amsterdã e Roterdã, ambas na Holanda (Wikimedia Commons)

A Sony exporta cerca de 100 mil PS 3 por semana à Europa através das cidades de Amsterdã e Roterdã, ambas na Holanda (Wikimedia Commons)

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Da Redação

16 de maio de 2011, 16h08

Tóquio - A japonesa Sony confirmou nesta quarta-feira que sua provisão de consoles do PlayStation 3 (PS3) encontra-se retida na Europa, onde mantém uma disputa legal sobre patentes com a companhia sul-coreana LG Electronics.

"Estamos investigando os detalhes da retenção e só posso confirmar que há cargas bloqueadas na Europa, mas não posso comentar mais porque ainda não há sentença", disse à Agência Efe um porta-voz da Sony Computer Entertainment em Tóquio.

O grupo LG, por sua vez, explicou nesta quarta-feira em Seul que um tribunal civil de Haia (Holanda) ordenou o bloqueio de forma cautelar das exportações do PS3 à Europa por uma possível violação de patentes.

"A LG pediu que se proíba a importação (na Europa) dos produtos que infringem nossas patentes, como parte de nossa política de proteção de patentes", disse Yoon Won-il, porta-voz da empresa, citado pela agência sul-coreana "Yonhap".

Segundo o mesmo porta-voz, a LG considera que o PS3 infringe uma série de patentes relacionadas com a tecnologia de reprodução de Blu-ray.

Pela ordem, as cargas de PlayStation 3 ficarão paralisadas por pelo menos dez dias, segundo a "Yonhap", o que põe em risco a distribuição do console da Sony na Europa durante ao menos duas ou três semanas.

A Sony exporta cerca de 100 mil PS 3 por semana à Europa através das cidades de Amsterdã e Roterdã, ambas na Holanda. Desde seu lançamento, em novembro de 2006, a empresa japonesa vendeu 48 milhões unidades deste videogame em todo o mundo.

Segundo antecipou na terça-feira o diário britânico "The Guardian", a multinacional japonesa tem o direito de apelar no Escritório Europeu de Patentes.

Se for declarado que a Sony de fato violou patentes da LG, a empresa japonesa pode ter de pagar uma indenização por cada PS3 que tenha vendido no mundo, ao custo estimado de centenas de milhões de euros.