Embora o SoftBank esteja reorganizando seu portfólio global com foco em inteligência artificial, a recompra foi conduzida pela própria InMobi como parte de uma reestruturação de capital (Yuichi Yamazaki / Colaborador/Getty Images)
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Publicado em 4 de dezembro de 2025 às 09h20.
O SoftBank fechou um acordo para vender parte significativa de sua participação de volta para a InMobi, empresa indiana de publicidade em dispositivos móveis, por cerca de US$ 250 milhões. A transação reduz a fatia do conglomerado japonês de mais de 30% para menos de 10%, segundo fontes da Bloomberg, desfazendo parte relevante do investimento iniciado em 2011.
Embora o SoftBank esteja reorganizando seu portfólio global para aumentar o poder de fogo do Vision Fund com foco em projetos ligados à inteligência artificial, a recompra foi conduzida pela própria InMobi como parte de uma reestruturação de capital, em preparação para uma eventual abertura de capital (IPO, na sigla em inglês).
Fundada em 2007, a empresa foi o primeiro unicórnio da Índia e, por um período, chegou a ser vista como uma potencial rival de big techs como Google e Meta no segmento de anúncios para dispositivos móveis.
A operação representa uma tentativa da InMobi de reorganizar sua estrutura acionária e acelerar o crescimento antes de buscar investidores no mercado pública. Para viabilizar a recompra e apoiar a expansão, a empresa captou mais de US$ 350 milhões em crédito privado, de acordo com a Bloomberg.
O SoftBank já havia feito uma baixa contábil do investimento na InMobi, após dificuldades da empresa em escalar seu modelo de negócios diante da concorrência global. A venda agora ocorre em meio a um redesenho estratégico do grupo japonês, que continua revendo sua atuação também em mercados emergentes como a Índia.
Mesmo com a saída parcial, o SoftBank permanece como acionista minoritário da InMobi, que mantém operações na Ásia e nos Estados Unidos. A empresa também vem ampliando sua atuação nos últimos anos, com ofertas de soluções em tecnologia de marketing, conteúdo e comércio, na tentativa de retomar o crescimento após anos de resultados mais modestos.