Rede social traz novas oportunidades de negócios para TVs

São Paulo - O uso de redes sociais para compartilhar e comentar programas de TV vem sendo uma tendência nos últimos três anos e pode representar uma drástica mudança...

São Paulo - O uso de redes sociais para compartilhar e comentar programas de TV vem sendo uma tendência nos últimos três anos e pode representar uma drástica mudança na forma como recebemos e interagimos com o conteúdo informativo e de entretenimento. Essa é a opinião de cinco especialistas que participaram da 4ª edição do INFOTrends.

“Hoje, 71% das pessoas navegam na internet enquanto veem TV. Destes, 29% escolhem o conteúdo a partir de sugestões de amigos. Como lidar com essa nova realidade?”, questionou Katia Militello, diretora de redação da INFO, durante debate na quarta edição do INFOTrends.

Para os palestrantes Guilherme Ribenboim, diretor-geral do Twitter; Vinícius Pereira, diretor do ESPM Media Lab; Fábia Juliasz, diretora executiva de novos negócios do Grupo Ibope; Flávio Ferrari, sócio da Qual Canal; e Martha Gabriel, diretora de tecnologia da New Media Developers, o formato veio para ficar, mas ainda é preciso aprender em como transformar esta tendência em negócios. 

“Nossa métrica antes era do tempo gasto na internet. Mas agora mudamos para avaliar a métrica de retorno sobre engajamento. As empresas agora querem saber do que as pessoas falam e não somente o quanto elas falam sobre aquele assunto”, afirmou Fábia Juliasz.

E o Twitter é a principal ferramenta para esta medição. Além de ser uma plataforma aberta para qualquer um acessar, as conversas em tempo real facilitam o engajamento e o imediatismo na troca de mensagens.

Segundo os palestrantes, a realidade online já está presente na vida das pessoas e permite que os anunciantes de outras plataformas, como a TV, possam conversar com os usuários de forma mais direta e objetiva.

“É o caminho natural [usar a web com a TV]. É possível medir em tempo real, sem precisar esperar passar o intervalo comercial. A segunda tela dá dinâmica a esse processo. É um momento poderoso", disse Martha Gabriel.

No entanto, será preciso que a indústria aprenda a trabalhar com esse novo comportamento. “O foco deve ser mais em criar uma experiência integrada e não apenas um movimento para desenvolver uma segunda tela”, afirmou Guilherme Ribenboim.

“É preciso criar produtos que acompanhem esse modelo de lógica da atenção. As empresas não devem pensar em ser apenas publicitárias e sim em desenvolver algo que você quer receber”, disse Vinícius Pereira. “O entretenimento se tornou uma linguagem”.

Para isto as empresas devem pensar na lógica da atenção, ao criar conteúdos de forma menos dividida e que mobilizem o usuário. “A atenção já está dividida com tanta informação. E a propaganda deve ser parte do conteúdo também”, disse Flávio Ferrari.

O consenso é que este novo movimento precisa ser planejado com cuidado para que a indústria saiba qual o melhor modelo de negócios para se usar e criar uma TV mais social. “Quem nunca ficou ouvindo a TV enquanto mexe no celular? Fica claro que também está na hora de se pensar em mudanças no conteúdo em si”, afirmou Martha

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 3,90/mês
  • R$ 9,90 após o terceiro mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 99,00/ano
  • R$ 99,00 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 8,25 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Veja também