Tecnologia

QI Tech, o último unicórnio do Brasil, capta US$ 63 milhões em extensão da série B

General Atlantic, que já havia liderado rodadas anteriores, participa novamente da capitalização da fintech de infraestrutura

Pedro Mac Dowell, CEO da QI Tech: ele fundou a fintech em 2018 apostando na oferta de serviços bancários como infraestrutura para empresas de diversos setores  (Leandro Fonseca/Exame)

Pedro Mac Dowell, CEO da QI Tech: ele fundou a fintech em 2018 apostando na oferta de serviços bancários como infraestrutura para empresas de diversos setores (Leandro Fonseca/Exame)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 31 de julho de 2025 às 09h30.

Última atualização em 16 de setembro de 2025 às 14h15.

A QI Tech, empresa de tecnologia financeira especializada em infraestrutura para o setor bancário, anunciou nesta quinta-feira, 31, a captação de US$ 63 milhões em uma extensão da sua rodada Série B. O novo investimento foi liderado pela General Atlantic, gestora de private equity norte-americana que já havia comandado as rodadas anteriores da empresa, incluindo a Série A e a primeira parte da Série B.

O último unicórnio: a QI Tech foi a única a superar US$ 1 bi em 2024 e pode seguir sozinha até 2025

Com o novo aporte, o total levantado na Série B passa a ser de US$ 313 milhões, considerando os US$ 200 milhões captados em outubro de 2023, US$ 50 milhões em abril de 2024 e US$ 63 milhões em julho de 2025. Segundo a empresa, o capital será usado para expandir o portfólio de produtos, reforçar áreas regulatórias e realizar aquisições estratégicas. O valor da companhia, porém, não foi divulgado.

Fundada em 2018 por Pedro Mac Dowell e Marcelo Barbosa, a QI Tech oferece uma plataforma de banking as a service, termo em inglês que designa serviços bancários oferecidos como infraestrutura para outras empresas.

Entre as soluções da fintech estão abertura de contas, emissão de boletos e análise de crédito. A empresa é conhecida por ter sido a primeira fintech brasileira a obter licença de Sociedade de Crédito Direto, uma autorização do Banco Central que permite operar crédito com capital próprio, sem depender de intermediação bancária.

Hoje, a QI Tech atende mais de 300 clientes empresariais, que incluem desde startups até companhias de grande porte como 99Pay, Vivo Money, Shopee e Banco BV.

Estratégia de expansão acelera consolidação no setor

Com o novo capital, a empresa afirma que pretende seguir em uma estratégia de consolidação no segmento de infraestrutura financeira. O plano inclui a ampliação do uso de inteligência artificial na concessão de crédito, além de reforços nos sistemas de compliance regulatório, com foco em antecipar exigências do Banco Central.

A extensão da Série B ocorre em um momento de retração global no volume de investimentos em tecnologia, mas sinaliza a confiança de grandes fundos em plataformas B2B focadas em eficiência operacional. A General Atlantic, que já investiu em nomes como Nubank e QuintoAndar, vem apostando em infraestrutura como motor de crescimento para o setor financeiro digital.

Apesar do crescimento, o mercado em que a QI Tech atua tem se tornado cada vez mais competitivo. Rivais como a Dock, antiga Conductor, e a Celcoin também vêm recebendo investimentos expressivos e ampliando portfólios. Ao reforçar o caixa, a QI Tech tenta preservar sua vantagem em um setor que exige constante atualização tecnológica e adequação regulatória.

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