Criptografia atrapalha polícia, diz promotor

Segundo promotor público de Manhattan, Google e Apple desenvolveram sistemas de criptografia que impedem a polícia de obter dados de suspeitos

Um promotor público de Manhattan, nos Estados Unidos, criticou a Apple e o Google por desenvolverem sistemas de criptografia que impedem a polícia de obter dados de suspeitos.

Anteriormente, autoridades conseguiam obter mandados judiciais para acessar dados de telefones celulares. Bastava pedir que as empresas fabricantes fornecessem as informações necessárias.

Mas a Apple e Google lançaram em setembro novos sistemas de criptografia que possibilitam que apenas o usuário divulgue os dados de seus dispositivos.

Durante a Conferência Internacional em Cibersegurança, o promotor Cyrus Vance afirmou que os novos smartphones são "vedados para as autoridades legais" e alertou para a ameaça que isso pode causar à segurança pública.

De acordo com a Bloomberg, Vance afirmou que se as fabricantes de dispositivos móveis impossibilitarem que autoridades recuperem dados de smartphones, isso poderá impedir que a polícia resolva ou impeça crimes.

"Eles eliminaram a acessibilidade para venderem melhor o produto. Agora temos que resolver um problema que não criamos", afirmou Vance.

As novas versões do iOS e Android trouxeram novas ferramentas de criptografia e proteção de dados, uma exigência de muitos usuários após o caso Snowden, quando foi revelado que o governo americano tinha acesso à informações de qualquer smartphone.

Segundo a lei americana, fabricantes e telefônicas não têm a obrigação de garantir o acesso das autoridades legais a seus sistemas. Portanto, elas podem aumentar a criptografia de seus aparelhos até um ponto que nem as próprias empresas possam ler o que está nos aparelhos.

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