Preços da Netflix aumentam nos Estados Unidos. Mas e no Brasil?

Por aqui, os planos variam de 21,90 reais a 45,90 reais --- e a empresa enfatiza que não existe "contratos ou taxas extras

Os preços das assinaturas da Netflix vão aumentar nos Estados Unidos. A assinatura do plano mais barato irá para 14 dólares mensais (um dólar mais caro do que anteriormente), enquanto a mais completa terá um acréscimo de dois dólares, indo para 18 dólares por mês. Com o movimento no país de origem da plataforma de streaming, é de se esperar que o mesmo ocorra em outros países — incluindo no Brasil.

É hora de comprar ações da Apple? Teste grátis, por 10 dias, a melhor análise do mercado de ações.

Por aqui, os planos variam de 21,90 reais a 45,90 reais — e a empresa enfatiza que não existe “contratos ou taxas extras”. O aumento nos valores das assinaturas, segundo Fabro Steibel, diretor executivo do Instituto Tecnologia Social (ITS), é algo de se esperar também em terras brasileiras. “Preço é elástico. O preço sempre é o mais alto possível em referência ao que as pessoas consideram possível pagar. As pessoas já se acostumaram a pagar pelo serviço, virou commodity conhecida. Então o preço vai subir”, explica.

Ao site The Verge, um porta-voz da Netflix afirmou que a mudança feita nos Estados Unidos “não influenciam ou indicam uma mudança nos preços globais”. Segundo o mesmo porta-voz, os preços estão sendo atualizados para que a “Netflix continua a oferecer uma maior variedade de filmes e séries” em um cenário que fica cada vez mais competitivo.

Mesmo com a chegada de novos serviços de streaming no pedaço, como é o caso do Disney+ que vai desembarcar no Brasil em 17 de novembro, a Netflix deve aumentar os valores. “A Disney está crescendo, e há mais players. Na pandemia creceu a base de usários, no mundo todo. Deve acontecer em breve, e de forma gradual. O preço, que é de entrada no mercado, tende a se etabilizar”, diz.

O grande desafio da Netflix, no momento, é construir uma base robusta de conteúdos originais para atrair os novos e velhos clientes — e esse pode ser um motivo para o aumento no preço das assinaturas. “Ela deixou de focar no licensiamento de terceiros, e isso era previsível, e investir em conteúdos próprios”, afirma.

Fontes afirmaram à EXAME que não se sabe, ainda, se os valores do Brasil serão mudados e que a mudança nos Estados Unidos não significa, necessariamente, que o mesmo acontecerá por aqui.

Procurada pela EXAME, a empresa ainda não se pronunciou oficialmente. A reportagem será atualizada assim que tivermos um posicionamento.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?

Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?

Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 15,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 44,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa quinzenal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Apoie a Exame, por favor desabilite seu Adblock.