Personagem de Animal Crossing é mais rico que o homem mais rico do mundo

Se Tom Nook fosse real, ele seria o líder nas listas de mais ricos. O personagem é 40 vezes mais que Jeff Bezos, fundador e presidente da Amazon

Você constrói uma ilha. Pede empréstimos para comprar uma casa, depois mais um para aumentar a sua residência, e assim os empréstimos vão aumentando até você estar devendo mais de 200 mil. Em seu tempo livre, você pode até pescar, fazer projetos manuais ou comprar roupas. E uma pessoa (ou, nesse caso, um animal) é considerada a mais rica do mundo. Calma, essa não é a vida real -- mas sim a proposta do jogo "Animal Crossing", da japonesa Nintendo, um grande aliado dos gamers na pandemia do coronavírus.

Um dos personagens do jogo, exclusivo para o console Switch (rival de PlayStation 4 e Xbox One), é Tom Nook, um guaxinim que cuida de todas as questões financeiras e de engenharia civil da ilha. Se Nook fosse real, ele seria o líder nas listas de mais ricos, com uma fortuna estimada em 5,770,052,748,058.73 dólares, 40 vezes mais do que o fundador e presidente da Amazon, Jeff Bezos, considerado o homem mais rico do mundo por ter 139 bilhões de dólares, segundo a Bloomberg.

E o crescimento do jogo é proporcional à fortuna de Nook. No Japão, a Nintendo teve a sua melhor semana do console Switch em março, com 392 mil vendas. Lançado em março, o jogo teve 1,8 milhão de compras e está entre os mais vendidos da história no país.

Nos EUA, é o segundo mais vendido. Já no Brasil, "Animal Crossing: New Horizons" é o segundo game mais baixado na loja online da marca, atrás apenas da versão demo gratuita de "Splatoon". Em relação às compras, é o mais vendido da atualidade.

Nas redes sociais, a presença do game também é forte. Desde seu lançamento, já foram publicados mais de 40 milhões de tuites sobre o jogo. Em março, as pessoas falaram mais sobre jogos no Twitter e as conversas sobre o tema aumentaram em 71%. E o "New Horizons" impulsionou e pautou muitos desses debates, uma vez que o pico de tuites foi no dia de seu lançamento, segundo dados divulgados pelo Twitter. Mundialmente, o jogo também foi o mais comentado na rede social.

Mas não é só o "Animal Crossing" que tem se beneficiado com a crise. Os downloads de jogos mobile na China, por exemplo, cresceram em 40% nas duas primeiras semanas de fevereiro, segundo a consultoria de mercado App Annie. Em março, o Duolingo, aplicativo gratuito para celular que se identifica como um "jogo educativo", viu o seu uso crescer 200%.

As vendas do console (em suas versões Nintendo Switch Lite e Nintendo Switch) também aumentaram com a pandemia. Nos EUA, algumas varejistas têm ficado sem o produto nos estoques e a Nintendo afirmou que "mais sistemas estão a caminho". Na Amazon norte-americana, alguns vendedores superfaturam em cima dos consoles, que geralmente custam 300 dólares, mas podem ser encontrados por até 549 dólares.

E até as mídias mais tradicionais podem aproveitar a onda dos games para se manterem relevantes em meio à crise. Com os eventos esportivos cancelados, a ESPN tem transmitido campeonatos de e-sports. O Twitch, da Amazon, atingiu pela primeira vez três bilhões de horas assistidas no primeiro trimestre de 2020, segundo a consultoria Streamlabs. Considerando também o YouTube Gaming e o Facebook, o crescimento do setor de transmissão de e-sports foi de 30%.

A pandemia, para o setor de games, pode trazer bons frutos. Segundo a consultoria alemã Statista, o mercado global faturará 87 bilhões de dólares em 2020, um crescimento de 5,2% em relação ao ano anterior. E Jeff Bezos que se cuide --  Tom Nook deve ficar cada vez mais rico, uma vez que, no jogo, é possível plantar até uma árvore de dinheiro. Difícil qualquer aplicação financeira competir com isso.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.