Pentágono cancela contrato bilionário após briga de Microsoft e Amazon

Após perder certame por contrato em 2019, Amazon processou o governo e decisão pendia na Justiça até cancelamento nesta terça
Pentágono: Departamento de Defesa dos EUA cancelou contrato bilionário de computação em nuvem (U.S. Air Force/Getty Images/Getty Images)
Pentágono: Departamento de Defesa dos EUA cancelou contrato bilionário de computação em nuvem (U.S. Air Force/Getty Images/Getty Images)
Por Thiago LavadoCarolina Riveira

Publicado em 06/07/2021 às 14:17.

Última atualização em 06/07/2021 às 14:20.

O Pentágono anunciou nesta terça-feira, 6, que vai cancelar um contrato de computação em nuvem chamado de JEDI, que é avaliado em 10 bilhões de dólares, e havia sido vencido pela Microsoft.

A Microsoft ganhou a possibilidade de ser a parceira comercial para implementação de computação em nuvem no Departamento de Defesa em 2019, em uma surpreendente reviravolta. A maioria esperava que o contrato fosse vencido pela Amazon Web Services, subsidiária da Amazon que lidera esse mercado.

Após ser preterida pelo Pentágono, a Amazon processou o governo ainda em 2019 alegando que a decisão de conceder o contrato à Microsoft precisava ser invalidada, porque era baseada em "parcialidade sistemática, má-fé e influência indevida" do ex-presidente Donald Trump.

Desde então, a viabilidade do contrato pendia na balança e poucos avanços foram feitos. Para finalizar o impasse, o governo americano afirmou que vai buscar uma parceria conjunta com a própria Microsoft e com a Amazon. A decisão vem sendo interpretada como uma vitória para a empresa fundada por Jeff Bezos.

“Com a mudança no ambiente de tecnologia, ficou claro que o contrato JEDI Cloud, que foi adiado por muito tempo, não atende mais aos requisitos para preencher as lacunas de capacidade do Departamento de Defesa", disse o Pentágono em um comunicado.

Outras empresas do ramo de computação em nuvem poderão competir na nova formalização que seguirá o cancelamento do JEDI.

O projeto inicial do JEDI foi desenhado para consolidar as capacidades de computação do Pentágono, seus sistemas de análise de dados, e dar ao órgão poder de desenvolver tecnologia de inteligência artificial, vista como vital para o futuro.