“Organização da Campus Party é melhor do que eu imaginava”, diz participante do evento

Apesar de não parecer uma tarefa fácil, os campuseiros com os quais INFO conversou aprovam a experiência.

A Campus Party Brasil, um dos maiores eventos de tecnologia realizados no país, reúne em sua oitava edição mais de oito mil campuseiros — como são chamados os participantes que optam por acampar no local. Apesar de não parecer uma tarefa fácil, os campuseiros com os quais INFO conversou aprovam a experiência.

“A maioria do pessoal aqui segue um padrão: acordam perto do meio-dia e querem tomar banho, aí fica um inferno usar o banheiro. Mas se você acordar um pouco mais cedo ou for tomar banho à tarde ou durante a madrugada, fica muito mais tranquilo”, diz Bruno Grilo Honorio, 25 anos, professor de matemática e instrutor de artes marciais de Porto Alegre.

Para ele, é imprescindível organizar seus horários no evento observando o comportamento dos outros campuseiros. “A coisa mais inteligente para se fazer na Campus é contratar o pacote de almoço deles. Não é super barato, mas você não precisa perder tempo saindo daqui e nem se preocupar com comida”, afirma ele.

Na Campus Party para passar suas férias, essa já é a quarta edição da qual ele participa. Segundo Honorio, seu objetivo no evento é networking. "Não fico o dia todo jogando ou no pc, como a maioria. Prefiro ficar com o pessoal com o qual vim durante o dia, assistindo as palestras, e de madrugada aproveito para conhecer pessoas”.

Já para Maria Bolina Kersanach (acima), estudante de engenharia da computação em Campinas, de 19 anos, uma das melhores partes da oitava edição da Campus Party é a participação de mais mulheres no evento. “Várias mulheres deram palestras neste ano, muito mais do que no ano passado”, diz ela. Um exemplo foi a apresentação “Aqui quem manda são as mulheres”, que foi realizada na quinta-feira (5) com empreendedoras de diversos projetos.

Maria, ao contrário de Bruno, não contratou o pacote de comida e almoça marmita ou algum lanche que compra fora do evento. “Ontem eu nem almocei, só comi batatas chips. No café da manhã, tomo um achocolatado e como alguma besteira”, afirma.

Mas o networking também foi um dos motivos que a fez vir ao evento, já que, neste ano, ela veio com pessoas que conheceu na edição passada. “É ótimo conhecer pessoas aqui porque todas têm um ponto em comum, e acabamos conhecendo gente com as quais temos afinidade”.

Mas, nem tudo são flores. João Paulo Girardi (acima), estudante do ensino médio de 16 anos, de Santa Catarina, reclama dos banheiros. “É bem difícil de usar, não estão limpos”, afirma. Mas, assim como Bruno, ele diz que costuma tomar banho no meio da tarde, entre 14 e 15 horas, já que a parte da manhã é a mais disputada.

O garoto, no entanto, disse estar surpreso com a organização do evento. “É muito melhor do que eu esperava. Sempre ouvi todo mundo reclamar, mas fiquei impressionado”, afirmou.

E será que os campuseiros conseguem dormir com tantas pessoas andando e conversando no local? “Não existe dormir na Campus Party, esqueça”, disse Bruno, que costuma ir dormir às 7 da manhã e acordar às 13h quando está no evento. Maria, pelo contrário, disse dormir normalmente. “Durmo das 3 às 7h mais ou menos, o que não é muito diferente do que já estou acostumada”.

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