Onde mora a internet?

A conectividade – presente agora como nunca no seu cotidiano – parece etérea, mas tem casa com enorme e complexa infraestrutura: os data centers

Você já parou para pensar em como funciona o processo por trás da internet? Como é possível apertarmos um botão e pronto: a transferência está feita, as compras, a caminho e a diversão, garantida na tela?

O mundo já estava caminhando para ser digital e se acostumando com a facilidade de resolver tudo na palma da mão. Dados da Pesquisa de Tecnologia Bancária 2019, divulgada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), revelaram que 60% das transações bancárias eram feitas pelos canais digitais, ou seja, pelo celular ou computador.

Com o isolamento social ocasionado pela pandemia de Covid-19, a demanda por serviços online naturalmente aumentou. O delivery, por exemplo, foi o escolhido por 53% dos brasileiros na primeira quinzena de abril, sendo solicitado entre duas e três vezes na semana, de acordo com a quarta edição do Kantar Thermometer – estudo sobre os principais impactos socioeconômicos da pandemia no mundo. Também tem se observado aumento significativo na procura por canais de streaming. De acordo com o relatório da Nielsen Media Research, o isolamento em casa pode levar a uma expansão de quase 60% na quantidade de conteúdo audiovisual consumido. A tendência é que, depois da crise, a digitalização de serviços cresça ainda mais.

Para Eduardo Carvalho, managing director no Brasil da Equinix, empresa global de data center e interconexão, ao mesmo tempo que as novas empresas devem nascer com a digitalização impressa em seu DNA, as companhias tradicionais enfrentarão o desafio de tentar sobreviver ao se transformar em negócios digitais. “Sem uma infraestrutura adaptada para o mundo digital, as companhias estão fadadas ao fracasso”, afirma.

Essa nova realidade exige uma mudança a partir da base tecnológica das empresas. São os data centers interconectados que permitirão que o serviço, seja ele qual for, esteja a um clique de distância do consumidor final.

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Onde está a internet física?

As praticidades do mundo digitalizado não trafegam apenas pelo ar. A boa experiência online depende de estruturas físicas, hospedadas em instalações altamente seguras e interconectadas. 

Funciona da seguinte forma: quando uma pessoa aciona algum comando em um aplicativo ligado à internet, o celular envia um sinal para a antena mais próxima. De lá, esse sinal viaja até uma fibra e é conduzido ao data center onde o conteúdo está armazenado. A conexão é realizada e o data center garante que o comando seja obedecido na tela do usuário final com o mínimo de latência (tempo entre o clique e a execução desse comando pelo sistema) e sem falhas.

Para ser eficiente, esse sistema precisa ter uma infraestrutura distribuída que esteja próxima aos clientes, oferecendo a eles uma experiência cada vez melhor, e que favoreça interações em tempo real entre pessoas, coisas, locais, clouds e dados – muitas vezes, com diversos parceiros e em diferentes partes do mundo, sem precisar passar pela internet pública.

A Equinix é responsável por 204 dessas estruturas, chamadas de IBXs, espalhadas por 53 áreas metropolitanas, em 24 países de cinco continentes. “Só no Brasil, são seis IBXs e mais de 1 500 clientes, de diversos setores, como provedores de cloud, TI, entidades de serviços financeiros e distribuidores de conteúdo e mídia”, relata Eduardo Carvalho.

As infraestruturas incluem potentes geradores, subestações de energia e sistemas de ar-condicionado que garantem condições de temperatura e umidade para o bom funcionamento dos equipamentos dos clientes. “Tudo é inspecionado diariamente e monitorado para que não haja o risco de nenhuma indisponibilidade”, ressalta o executivo.

Como explica Carvalho, o trabalho é árduo, minucioso e deve ganhar ainda mais potência daqui para a frente. “A segurança receberá atenção crescente nos próximos anos, tanto pelo aumento dos ataques cibernéticos quanto pelas regulamentações de privacidade e proteção de dados. Nós já estamos operando nesse futuro.” Tamanho cuidado já rendeu frutos. A empresa foi considerada provedor líder pela primeira edição do Relatório IDC MarketScape, que avaliou globalmente os provedores de serviços de colocation (alojamento de servidores e rede de armazenamento de dados) e interconexão, contemplando os anos de 2019 e 2020.

Segundo a consultoria, a Equinix é uma fornecedora “que evoluiu constantemente nas últimas duas décadas para se tornar uma potência global de data center”. Entre os destaques apresentados no estudo estão os serviços e ecossistemas inovadores da empresa, que facilitam transações digitais mais próximas da edge, e o valor inerente da plataforma diante do que é ofertado pela concorrência, em todo o mundo. A estratégia da Equinix emprega “uma sólida estratégia de investimento e um histórico comprovado de inovação”, segundo o IDC MarketScape.

 

 (IDC 2019/Divulgação)

 

Outros exemplos na prática

Na vida conectada, a rapidez de resposta dos aplicativos é fundamental. No mercado financeiro, 30 segundos de espera ou um único erro podem ser sinônimo de perda significativa de dinheiro. Uma empresa brasileira de tecnologia e meios de pagamento cuidava de seus próprios servidores e buscou a Equinix para garantir a estabilidade necessária para o bom andamento dos serviço e a segurança dos dados. “Nós fornecemos um SLA (Acordo de Nível de Serviço, na sigla em inglês) médio de 99,99999%, que, sem dúvida, é o mais alto do setor. Hoje, a empresa é responsável pelo processamento mensal de mais de 5 bilhões de reais, e nós permitimos que atenda muito bem os seus clientes, garantindo uma ótima experiência, com alta disponibilidade”, conta Rodrigo Guerrero, senior sales director da Equinix Brasil.

O que isso significa: hoje, quando o usuário utiliza esse serviço, ele encontra baixa latência e pouca probabilidade de se deparar com um erro que impossibilite a operação. Com essa mudança, a empresa obteve a diminuição de mais de 25% dos chamados referentes a problemas de conectividade.

Também são pelos cabos da Equinix que passa a conectividade da SKY. Guerrero explica que a operadora de TV por assinatura, líder do setor no Brasil, buscava uma solução que fizesse uma ponte entre ela e os provedores de nuvem com os quais trabalha internacionalmente. “O desafio era fazer uma conexão privada de forma mais segura e performática para acessar esses serviços em cloud. Conseguimos interligar os clientes não só dentro de uma única região metropolitana, mas em alcance global. Hoje, essa conexão é 70% mais rápida e possível de ser habilitada em minutos, com apenas alguns cliques no portal.” 

Com essas benfeitorias, a qualidade de experiência dos usuários tanto internos quanto externos foi incrementada, mesmo que indiretamente. “As empresas se preocupam em melhorar a performance do usuário final e você só consegue esse resultado com o poder da interconexão”, conclui o executivo.

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