O TikTok que lute: Trump não vai estender prazo para venda de aplicativo

Se o app chinês e os EUA não entrarem em um acordo, a situação pode ficar complicada para o TikTok

A novela entre o aplicativo chinês TikTok e os Estados Unidos parece nunca ter fim. Na tarde desta quinta-feira, 10, segundo o jornal americano  Wall Street Journal, a ByteDance (controladora do TikTok), estaria discutindo com o governo americano um possível arranjo para que a empresa possa evitar a venda total das operações no país.

No entanto, também na tarde de quinta, o presidente Donald Trump foi curto e grosso em relação ao assunto: o governo americano não irá estender o prazo de 20 de setembro para a venda do aplicativo.

“Vamos ver o que vai acontecer. Ou vai ser fechado, ou eles vendem”, disse Trump minutos antes de entrar em um avião. No último mês, o presidente americano fez um ultimato para que a empresa continuasse suas operações nos EUA: ou vende as operações americanas para uma empresa americana, ou saia do país.

Até o momento os principais compradores em potencial da plataforma chinesa de vídeo são a Microsoft e a Oracle. O Twitter também demonstrou interesse em comprar o app, enquanto a Netflix recusou veementemente a oferta.

Em última instância, se o app não conseguir ser vendido para uma companhia americana, o que pode acontecer é que ele deixará de operar nos Estados Unidos, um mercado em crescimento para o TikTok. Estimativas apontam que o aplicativo tem cerca de 80 milhões de usuários americanos e 1 bilhão no mundo todo.

Até mesmo a conta mais popular no app chinês é de uma americana, a adolescente Charli D’Amelio, 16 anos, que ficou famosa por fazer coreografias de músicas que viralizaram no TikTok. Com 85 milhões de seguidores, ela tem hoje o perfil mais popular do aplicativo — perder os EUA, então, significaria perder muito.

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